4 de março de 2010

"Líder temporário é nova modalidade de chefe" - com entrevista Marcinéia Oliveira

Líder temporário é nova modalidade de chefe
Comum nos Estados Unidos e na Europa, prática ainda é tímida no Brasil
Maria Carolina Nomura, iG São Paulo


Contratados para gerir projetos específicos por período determinado, o líder temporário tem as mesmas funções e atribuições de um gestor efetivo. A diferença é que, ao término de seu trabalho, ele não ficará na empresa necessariamente.
Essa modalidade de contratação vem crescendo nos Estados Unidos, Europa e Ásia, principalmente, depois da crise financeira mundial.

“O objetivo é evitar possíveis erros no perfil do profissional. No Brasil, isso é mais difícil de ser realizado por causa da atual legislação trabalhista. Isso só acontece, por enquanto, em países onde o mercado de recrutamento está mais amadurecido sob a ótica trabalhista”, afirma João Márcio Souza, diretor da Hays, empresa de recrutamento e seleção.

Contratação - Ele acrescenta que não se trata de um tipo ou perfil profissional, mas sim de um perfil de contratação, que se adequa às necessidades de uma empresa em determinado momento.

“Uma empresa propõe a um executivo que assuma a liderança de uma área por determinado período. Caso a relação não dê certo, a empresa não acumula danos com possíveis multas contratuais e o executivo, por sua vez, não se sente obrigado a justificar sua saída da corporação após poucos meses”, explica Souza.

Marcinéia Oliveira, diretora da consultoria Inner Smart e consultora para formação e desenvolvimento de líderes no segmento offshore (infraestrutura de base), aponta que a prática é comum também em empresas de tecnologia, que trabalham por projetos.

Carência - Para a consultora, esse tipo de contratação pode ser uma solução para a escassez de líderes no país. “O Brasil está carente de líderes que realmente saibam gerir uma equipe de modo eficaz. A tendência que não tem mais espaço é a promoção de profissionais que são bons na parte técnica, mas não sabem liderar”, explica.

No entanto, Célia Onílio, coordenadora de Recursos Humanos da Officilab, empresa farmacêutica, diz que apesar dessa tendência poder ajudar muitas empresas, salvo por uma necessidade específica, os líderes que são promovidos sempre são mais efetivos.

Marcinéia diz ainda que como a figura do líder temporário é nova, ela pode sofrer certa resistência da equipe. “Ainda mais nessa situação, na qual os liderados sabem que o líder ficará apenas por um tempo.”

2 de março de 2010

Formação e desenvolvimento de líderes para o ambiente offshore


O líder do passado sabe dar ordem, enquanto o líder do futuro sabe pedir." Peter Drucker

Um mercado em rápida expansão em nosso país, mas carente de líderes de equipe. Para liderar não bastam apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber gerir pessoas, que diferentes de máquinas têm sentimentos. Mas, como em qualquer segmento, com o decorrer do tempo o papel do líder mudou, hoje o líder não é mais um realizador, do tipo que dizia "quer bem feito faça você mesmo", passou a ser um catalisador ,sabe motivar as pessoas a sal volta, ao ponto delas desejem realizar as tarefas que ele precisa que façam.

No passado, era comum observar os líderes com medo de ensinar tudo o que sabiam, temia que seus liderados pudessem de alguma maneira roubar o seu lugar, ensinavam, mas sempre deixavam sempre alguma coisa. A situação atual não tem lugar para esses líderes, longe de reprimir seus liderados, ele os deixa brilhar, não quer  apenas seguidores leais, e sim profissionais capacitados aptos para assumirem a liderança quando for necessário, tornando-se assim um líder formador de novos líderes.

Liderar sem estressar a equipe


O ambiente offshore já possui desafios e situações estressantes suficientes. Muitos líderes que tive o prazer de participar em seu desenvolvimento empenham-se em identificar os aspectos motivadores de seus liderados, avaliam que comportamento  pode deixá-los mais estressados em momentos de tensão.


Carlos é um líder, em minha opinião eficaz, já atua a mais de 10 anos no ambiente offshore ele foi incentivado a fazer isso, note o que ele diz:"Estávamos com um problema para descer um equipamento, quanto mais à equipe ficava nervosa, mais eu tentava me manter calmo, sempre falando de modo tranqüilo, porem firme, disse a eles: vamos seguir os procedimentos corretos mesmo que atrase, é em melhor, sempre vou dizendo, vocês estão indos bem, é isso ai, vamos lá. Aprendi que se eu desesperar eles fica nervosos, isso só aprendi por analisar como eu agia nas situações estressantes."
    
Carlos  identificou que sua postura influi muito em situações de tensão, o líder atual ele faz exatamente assim, antes de controlar a equipe ele controla a si mesmo.  Para liderar de modo eficaz é preciso entender que nem todas as pessoas se motivam com os desafios permanentes, mas a maioria delas fica motivada se apresentarmos o significado desses desafios.

Outro fator importante observado nos líderes que são bem sucedidos no ambiente offshore quer como supervisores ou gerentes é que eles aprendem a lidar muito bem com o poder inerente ao seu cargo, sabem por experiência prática que o poder da liderança está ligado na capacidade de estabelecer objetivos comuns para seus liderados.

Em qualquer lugar que você esteja liderando, você pode ter o poder formal de seu cargo que gera obediência ou o poder pessoal que consegue o comprometimento da equipe, Precisamos ter em mente que o poder da liderança vem de suas idéias e de sua capacidade de estabelecer objetivos comuns.

"Após mais de cinco décadas de desenvolvimento de meu potencial de liderança, cheguei a esta conclusão: Liderança é influencia. É isso aí. Nada mais, nada menos. Meu provérbio sobre liderança é este: aquele que acha que lidera, mas não tem ninguém que o siga, está apenas dando um passeio."
John C. Maxwell - (no livro Você nasceu de liderar - página 15)



 

1 de fevereiro de 2010

Assédio Moral no ambiente de trabalho

13 de janeiro de 2010

Liberte seu potencial criativo



"Ninguém pode fazer com que te sintas inferior sem o teu consentimento" Eleanor Roosevelt


Conheço profissionais que tem um potencial tão grande, mas não libertam essa energia. Um dos motivos para esse aprisionamento são alguns "chefes" que não permitem que seus liderados brilhem mais do que eles, bloqueiam suas ideias criativas.

Em um treinamento solicitei ideias reais para soluções de um problema, para minha surpresa todos sem exceção tiveram ideias maravilhosas, cada participante poderia comentar sua opinião sobre o assunto, apresentar sugestões e mais ainda criticar o líder do projeto.

Nosso objetivo era refletir sobre como nós recebemos as opiniões contrárias as nossas, bem esse treinamento tinha algo em comum o "chefe", quis participar também, mas durante esse exercício, quando ele teve seu projeto avaliado pelos seus liderados, ele que teve a oportunidade de apontar as falhas em cada uma das soluções apresentadas, relutava de maneira firme, beirando a grosseria que seu projeto não precisava de alterações.

O que eles não sabiam é que o exercício era real, um problema sugerido pelo diretor da empresa, ao término do primeiro dia de treinamento, enviei para o gestor da empresa todas as alternativas sugeridas, mas sem o nome do profissional que sugeriu, todas as sugestões foram bem recebidas, menos "chefe" da equipe.

Ao longo dos três dias de treinamento em várias cenas, notei que o problema da falta de motivação e entusiasmo, não era da equipe e sim do “chefe”, isso ficou ainda mais evidente quando ele fez esforços colossais para boicotar o andamento dos exercícios para que as sugestões aceitas fossem as dele.

No último dia, voltamos a analisar a situação, me surpreendi à equipe além de mais unida estava muito entusiasmada, o motivo? Um participante disse: "pela primeira vez em 10 anos a empresa nos ouviu, sempre mandávamos sugestões, mas nem saiam do papel", disse um profissional.

Como era enceramento os diretores pediram para participar, e um deles ao ouvirem essa frase questionou sobre as sugestões, mencionou que uma das reclamações com esta equipe era que eles não se manifestavam suas opiniões, por várias vezes ele pediu ao “chefe” que pesquisasse com a equipe, o que ele poderiam sugerir e ele sempre mencionava que ninguém quis sugerir nada.

Neste momento houve um silêncio na sala, o “chefe” ficou todo desconsertado, se houvesse uma maneira de ele se tele transportar ele faria isso sem hesitar, mas como não foi possível, tentou se explicar "Não eram boas sugestões, ideias vagas, o senhor tem tanta coisa para fazer que eu não fosse te incomodar com bobagens".Em seguida, para surpresa de todos, um dos participantes tirou de sua pasta uma cópia de seu e-mail com a sugestão que segundo o "chefe" era bobagem, distribuiu um cópia a todos na sala.Naquele momento de silêncio, todos olhavam para mim com espanto, parecia uma cena de novela mexicana, eu nunca presenciei nada assim.

O diretor pegou a folha com espanto, leu com atenção e com expressão de surpresa, mas o texto parecia tão familiar para ele, que não se hesitou e me perguntou: "Marcinéia, não foi essa a sugestão que escolhemos?” Sim era exatamente a sugestão escolhida por nós, pelos dirigentes e pela turma toda, mas para o “chefe” era uma bobagem.Esse exercício real trouxe problemas enterrados na equipe e silenciados por medo, mas deixou claro que a equipe estava unida e queria muito participar em apoiar a empresa para superar os momentos de crise.A equipe saiu do marasmo, recobrou o verdadeiro espírito de equipe, mas do que isso viu a diferença entre um "chefe" e um verdadeiro líder.

Não pense que isso acontece só nesta empresa, ao contrário muitas equipes sofrem e são prejudicados por chefe "chefes" que boicotam suas ideias bloqueando a criatividade da equipe. Nem todos são expostos como o caso que mencionei a vocês. Mas, se este for o seu caso, não permita que sua criatividade e seu entusiasmo profissional sejam tolhidos.

Enquanto escrevia este post, recebi do meu Amigo Robson Cucco, o texto abaixo, embora pareça uma situação um pouco estranha, ajuda-nos a refletir sobre o assunto. Senão gostarem briguem com o Robson.

Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas. Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a e portar como se galinha fosse. Certo dia passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou: - Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!
O naturalista disse: - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa.
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse:
__Voa, você é uma águia, assuma sua natureza!
__ Mas a águia não voou, e o camponês disse:
__ Eu não falei que ela agora era uma galinha!

O naturalista disse: - Amanhã, veremos... No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.

O naturalista levantou a águia e disse:

- Águia veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas.

Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...

A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no inicio, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada. Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.

Criam as pessoas como se galinhas fossem, porém, elas são águias. Por isso, todos podemos voar, se quisermos. Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.

Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como querem que a gente seja. Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo. Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!

29 de dezembro de 2009

Faltarão líderes comprometidos

Foi exatamente isso que constatou uma pesquisa realizada pela HSM MANEGEMENT e a consultoria Empreenda, com 1065 executivos. 46% deles estão confiantes de cresceram mais de 10% em 2010, mas não possuem líderes comprometidos com os objetivos da empresa, para acompanhar tal crescimento.

Diante deste cenário, muitas empresas, de diferentes portes e segmentos, decidiram capacitar futuros líderes. Muitas delas já estão desenvolvendo programas desde o ano passado, algumas eu tenho o prazer de participar deste projeto. Esses futuros promissores líderes participam de cursos, palestras, seminários e workshop, tudo isso para sensibilizá-los a desenvolverem habilidades de gestão de pessoas, a extraírem o melhor de cada profissional e usá-lo em prol da equipe.

Antes o conhecimento técnico bastava para um profissional ser promovido a líder. No entanto vivemos a tão aclamada era do conhecimento, e muitas as empresas valorizam cada vez mais profissionais que saibam lidar com pessoas, que conseguem inspirar outros a quererem dar o seu melhor, que tenha controle de suas emoções.

Líderes temporários – Test drive de líder?

Algumas empresas estão copiando uma prática muito usada na Europa , Ásia e E.U.A, que passaram a contratar líderes temporários, para avaliar se adaptarão a função e se realmente conseguirão mostrar serviço.

Uma das grandes vantagens apontadas é evitar erros na contratação. Mas, alguns realmente surpreendem e são efetivados. Acrescentam muito as equipes, conseguem inspirar a todos a sua volta.

Não sei se essa prática pegará por aqui, mas acho que em se tratando de promoção interna é uma boa solução para evitar erros.

E vocês o que acham deste assunto?

22 de dezembro de 2009

Controlar as emoções

"Desculpe, falei sem pensar... não pensei direito antes de falar... estava nervoso com outro problema... estava sobre pressão..."


Muitos líderes acabam dizendo coisas que depois se arrependem, isso acontece principalmente na hora de dar um feedback. Aprender a controlar as emoções é muito importante, falar de modo irrefletido, no calor de uma discussão além de piorar ainda a situação, podem prejudicar o desempenho da equipe.

Amanda , 29 anos, sabe muito bem o que é isso, ela nos conta : "Na última empresa que trabalhei a nossa coordenadora não media as palavras antes de falar, causava muitas brigas, depois pedia desculpa, mas não adiantava mais. Acredito que o mais difícil é aprendermos a controlar nossas emoções, agora que atuo como líder, vejo o quão bom é pensar antes de falar."

No filme obrigado por fumar, vocês observarão que Nick Naylor controla muito bem suas emoções, independente do conceito que temos sobre os produtos que ele representa podemos aprender da postura dele, diante de uma platéia hostil.

15 de dezembro de 2009

Feedback como ferramenta de desenvolvimento

A palavra feedback é uma palavra em inglês, que em português significa: retorno, resposta, crítica, análise crítica.

No mundo corporativo, esta palavra, é usada para descrever uma conversa , entre um líder e seu liderado, com objetivo de avaliar erros e acertos e alinhar o desempenho da pessoa com os objetivos da empresa. Não é para ser usado para avaliar, a pessoa e sim a sua atuação na empresa. Para apresentar resultados efetivos o feedback precisa ser encarado pelos seus colaboradores como sendo uma fonte de ajuda e apoio para o desenvolvimento profissional . "O líder que deseja desenvolver seus colaboradores, melhorar a qualidade dos que sua equipe presta, cumprir as metas de sua empresa precisa usar o feedback, não como um arma de punição, mas como uma ferramenta para aperfeiçoar comportamentos

Principais características:

Deve ser feito em tempo real  ( "em cima do lance") instantâneo;
Ser bem claro e específico; alguns profissionais saem de uma sessão de feedback sem saber;
Direito o que o líder queria dizer;
Ser baseado em fatos reais e não em opiniões, impressões ou suposições de Ficar claro que seu o objetivo é ajudar seu colaborador a se desenvolver;

Sugestões para um bom feedback:

Foque o feedback nos resultados desejados por sua empresa
Se você moldar seu feedback para ser um meio para atingir um fim específico,por exemplo, resolver problemas com baixo desempenho,não para buscar culpados mas a causa. Se sua equipe observar que você da um feedback com o objetivo de ajudá-los em desenvolver sua carreira, , isso promoverá m a lealdade e confiança. Sua equipe observará você em ação e a sua maneira de usar o feedback entenderam que você está.Como líder tome cuidado para não confundir um profissional que o incomoda como sendo alguém que é ruim para a empresa, lembre-se que as diferenças são benéficas

O feedback de cada dia" - Não deixe um mau ou um bom desempenho passar batido. Converse sobre isso com os envolvidos no máximo, até 24 horas depois de ter tomado conhecimento do caso. Apresente dados específicos, concretos e não apenas suposições, sobre comportamentos específicos mostre o impacto desse comportamento sobre a equipe e a empresa, e o que você quer ele faça diferente.

Estou certo e você errado - Não comece partindo do princípio de que você está certo e eles errados. Mesmo após ter verificado as informações e coletado dados corre o risco de você não ter todas as informações, ele precisa falar o seu lado da história. Sempre há visões, sentimentos e valores diferentes e conflitantes. "Meu chefe começa o feedback sempre com a mesma historia de que única versão correta é a dele, não adianta falar nada, ele é o certo e nós todos estamos errados" Maria Helena * – analista financeira

Faça perguntas para entender e escute as resposta com atenção perguntas bem elaboradas ajudam a mostrar que seu objetivo é o de ajudar a pessoa a se desenvolver;

Feedback é um processo contínuo - muitos líderes fazem uma sessão de feedback e o assunto é dado por encerrado. Existe uma grande diferença entre entender e realmente mudar.Para que seus liderados dêem uma virada, eles precisam ter seu apoio constante de modo permanente. Não deixe de perguntar como você pode de ajudá-lo. Mostre que mesmo que o fato de corrigi-lo tem o objetivo de ajudar a se desenvolver e alinhar aos padrões da empresa.

Peça um feedback sobre seu feedback- pedir a opinião de seus liderados sobre sua maneira de dar feedback o ajudará a progredir como líder. Visto que precisa desenvolver sua equipe, e o feedback lhe ajudará nisso ele precisa ser produtivo. É bom saber se o que os membros de sua equipe acham da maneira como você conduz o processo, se tem algumas sugestões de melhora.
"Sabe Marcinéia, eu sempre encarei o feedback como sendo uma oportunidade de desenvolver cada pessoa da minha equipe, quer dizer eu achava isso. Até que um dia depois de participar do seu seminário, decidi pedir um feedback sobre a maneira como eu dava o feedback. A maioria só elogiou, mas uma pessoa corajosa disse: " quando eu entendo o que o senhor realmente deseja , é muito bom, só que em muitos casos eu saio de sua sala sem saber qual o ponto em questão. Já que perguntou acho que o senhor tinha que ser mais breve na introdução , apontar os pontos que estão sendo analisados e mostrar como devemos nos proceder.Até nos elogios, as vezes não sei bem o que realmente o senhor esta elogiando. Tudo bem pode me demitir agora." Obviamente ninguém em sã consciência demitira uma pessoa assim." Conta Paulo Roberto – gerente de financeiro

Em alguns casos principalmente quando o líder não vê possibilidade de mudança é importante que ele ouça uma terceira pessoa, neutra em geral. Muitas vezes o líder precisa ter um outro ponto de vista, as vezes por ter informações conflitantes, ou para que seja o mais justo possível. Muitos líderes fazem um programa junto com um consultor externo. "Solicitei um consultor externo para me ajudar neste processo, não achava que eu estava indo no caminho certo, as informações que eu recolhi não se encaixavam na realidade que eu via. Além de produtivo, os resultados foram mais visíveis e satisfatório. Uma pessoa de fora da empresa, pode acrescentar pontos diferentes sobre os meus líderes ." Carlos Henrique – Gerente de operações

O que o líder deve fazer:
* Prestar atenção nas atitudes dos colaboradores para ter fatores a serem;
* Falar diretamente coma pessoa;
* Tem gente chegando atrasada aqui" seja direto fale com a pessoa que chegou atrasada;

Erros comuns na hora do Feedback
* Ir direto a conclusão;
* Cair no esquecimento, por sempre adiar;
* Ser objetivo, não ficar dando voltas no assunto
* Não usar linguagem subjetiva do tipo generalizando
* Não entrar direto no assunto, investir tempo no diálogo;
* Confirmar as informações que recebeu ou certificar de que não seja,
apenas impressões;
* Basear a conversa em impressões;
* Usá-lo como ferramenta de punição;
* Não deixar passar muito tempo, adiando constantemente;

9 de dezembro de 2009

Assuma a responsabilidade de formar novos líderes e não apenas seguidores "leais"

Uma das coisas que gosto de fazer, quando tenho um tempo de sobra, é ir à livraria para ler. Meu lugar preferido é o Café Baroni , na Livraria Saraiva, do shopping Rio Sul.Sou  atendida por Rosa, uma profissional muito atenciosa e competente. Sempre pronta para atender, e sabe como ninguém tornar os momentos que passo ali, o mais agradável possível. Conversamos sempre por alguns minutos, Rosa é muito atenta as dicas e sugestões.

Na semana passada ao chegar lá, fiquei surpresa ao ver Rosa sem o uniforme. Antes que eu tentasse imaginar o que havia ocorrido, ela veio em minha direção e disse animada“ Eu fui promovida!”. Fiquei muito feliz . Quando observa Rosa atendendo tão bem seus clientes, me questionava se o líder dela iria valorizar seu empenho e dedicação. Agora vejo que ele formou uma sucessora .

Infelizmente noto em muitas equipes, líderes que gostam apenas de seguidores de “leais”, principalmente dos que ressaltem suas qualidades. Não permitem que a liderança de outros floresça. Obviamente este tipo de líder não cabe mais nas empresas, mas eles existem.

Há cerca de três meses, fui escolhida para montar um programa de treinamento para os líderes de uma empresa de transporte. Antes de iniciar o processo, resolvi conversar com a equipe para saber suas necessidades reais, e assim elaborar um programa personalizado.

Quando estava indo embora, parei para conversar com alguns líderes que estavam tomando um café, bem discretamente e de maneira mais natural perguntei quem tinha um sucessor para substituir caso o treinamento fosse fora do Rio de Janeiro. Pasmem ! de 35 líderes apenas quatro tinham um sucessor. Um gerente mencionou que em sua equipe não tem ninguém qualificado para liderar e que por isso não tira férias há vários anos , pelo seu tom de voz ele se orgulhava desta situação.

Não pensem que é só ele que pensa assim, muitos líderes fazem o mesmo, não se empenham em formar um sucessor. E acabam assim , sem ter ninguém para assumir a liderança quando necessário.No entanto muitos líderes fazem o contrário, criam condições para que outros aprendam a liderar. Fazem isso por meio de treinamento, delegam autoridade, compartilham informações .

Durante o tempo que passo estudando as equipes para desenvolver programas de treinamento, noto que existe uma demanda muito maior de líderes. Possivelmente, porque muitas empresas estão em busca de  novas frentes de negócio.

Alguns por não darem atenção a isso, se viram obrigados a indicarem profissionais para atuarem como líderes, mas não tinham ninguém. E a culpa recaiu sobre eles, pois uma das atribuições de um líder é formar novos líderes e ter sempre um profissional pronto para assumir a liderança da equipe quando necessário.

Ao conversar com um líder que promoveu um profissional que fracassou ao liderar, ele apresentou inúmeras desculpas, mas admitiu que errou muito ao achar que formar novos líderes era desnecessário. Se você não tirar tempo para preparar novos líderes será cobrado por isso e ás vezes poderá cometer o erro de promover alguém, apenas por pressão e necessidade.

Nem tudo esta perdido! Rosa, mencionada no inicio, é prova de que muitos líderes estão assumindo seu papel em formar novos líderes e não apenas bons seguidores.

“Muitos líderes sofrem da Síndrome da Branca de Neve e preferem cercar-se de pessoas menores para brilhar na incompetência da sua equipe”. César Souza

Alcançaram o sucesso os líderes que se dedicarem a formar novos líderes. A realidade atual exige um líder que amplie as possibilidades dos membros de sua equipe, valorize o capital humano.Todas as pessoas,  podem desenvolver habilidades de liderança. É  responsabilidade do líder ,criar um ambiente onde seus colaboradores possam se desenvolver. Além de liderar sempre com respeito, humildade e o desejo sincero de permitindo que a estrela de outros brilhem.

Mobilize sua equipe. Incentive todos a buscarem o crescimento pessoal e profissional. Destrua de uma vez por toda, os velhos hábitos que prejudicam a você e sua equipe.

"Sonhos sonhados sozinhos, permanece um sonho.Sonhos sonhados em conjunto vira realidade".

Raul Seixas

20 de outubro de 2009

Como vou saber se assédio moral ou não?


No caso que mencionei na postagem anterior, sobre o profissional que estava sendo assediado moralmente pelo seu colega "chefe", muitos profissionais me escreveram contando suas experiências e fazendo a pergunta título deste artigo.

O tema "Assédio Moral" não é um fenômeno novo. Quando os Israelitas estavam cativos no Egito, sofreram muitos maus tratos, inclusive alguns morreram.  Obviamente este  não é o único caso ao longo de toda historia da humanidade. Atualmente o problema  esta presente em todas as esferas de uma empresa, e ganhou notoriedade. As consequências são prejudiciais não só para os profissionais assediados, mas também para a  equipe e até pode manchar a  imagem de uma empresa.


Vale lembrar que é  importante não confundir assédio moral com a  pressão diária e situações estressantes, existentes em alguns segmentos.
É preciso identificar ações e atitudes que podem ser determinantes para saber se a situação que você passa ou observa é o "Assédio Moral" ou não. As empresas estão cada vez mais interessadas em conscientizar seus colaboradores  a resgatarem o respeito mutuo.


 
 
NUCODIS/DRT/DCGrupo de combate a discrinação e promoção da igualdade de oportunidades, preparou uma apostila sobre o assunto:

http://www.prt4.mpt.gov.br/pastas/coordenador/cartilha_assediomoral.pdf

13 de outubro de 2009

Assédio Moral no Trabalho

"Mas tu é burro, mesmo, hein?"Ouvi esta frase enquanto aguardava na fila do caixa em uma rede de farmácia,muito conhecida. Infelizmente não poderei citar o nome. O rapaz a quem esta frase se destinava. Estava sendo humilhado na frente dos clientes, dos colegas e de quem passasse pelo local. Pelo que notei da situação, ele era novo na empresa. Estava sendo treinado, por seu “simpático” supervisor.Assustada, observei que outros clientes também comentavam a atitude do supervisor.As palavras do supervisor se alternavam, de burro ele passou a cego, lerdo, e os absurdos e por ai foi. O interessante é que nenhum cliente falou nada, nem sequer um olhar de desaprovação. Na minha fez o rapaz estava tomado pelo nervosismo de tanta pressão , e para seu azar errou no meu troco, para piorar ainda mais, ele me deu mais dinheiro. Se já não bastasse tudo que ele havia falado contra este rapaz, agora o supervisor ofendeu ainda mais, dizendo que ele não servia para ficar ali.[Photo] Não agüentei . Calmamente perguntei ao"chefe" se ele já tinha ouvido falar sobre Assédio Moral no trabalho. Pasmo e meio sem graça tentou disfarçar. Mas, em vão falei ao rapaz que ele não precisava agüentar aquilo. Ser colocado numa posição sem o devido treinamento, não era o correto. E que a conduta daquele homem estava totalmente errada. Neste Momento alguém chamou o gerente.Como me alegrei com isso! . Ali estava a oportunidade de mostrar, o quão inapropriado era o tratamento dispensado aos colaboradores. Nessa hora o assediador , falou" é brincadeira nossa". No entanto cheio de coragem o colega do caixa ao lado, fez revelações , mostrou como a equipe sofria. Confesso a vocês que perdi umas duas horas conversando com o gerente, mas foram muito proveitosas. O pessoal da empresa me agradeceu muito.
Se você é supervisor de alguém, isto não lhe dá o direito de ofender, desrespeitar. Tome cuidado com as brincadeiras. Pense antes de falar. Respeite seus colabodores.
O Dr Rogério Anibal, no próximo dia 21 , quarta-feira, de 13h:30 às 17h:00, abordará este assunto em uma palestra promovida pela Inner Smart Consultoria, empresa especializada em treinamentos corporativos. O tema O Mau Uso do Poder - O Assédio Moral no Trabalho, terá como principal objetivo abordar o papel da empresa em coibir o assédio moral no ambiente de trabalho. Entre os temas, destacam-se as ações cabíveis contra a empresa junto ao Poder Judiciário, visão geral das leis vigentes, valorização do ser humano, como sensibilizar os líderes de equipe para lidar cada vez melhor com o capital intelectual da empresa em benefício da organização e da própria equipe, entre outros. Maiores informações pelo telefone (21) 3472-5315 ou no site www.innersmart.com.br

20 de julho de 2009

Sucesso e fracasso em liderar

“A melhor forma de prever o futuro é construí-lo” Peter Drucker

Tanto o sucesso como o fracasso podem prejudicar uma equipe, esses dois extremos têm armadilhas perigosas. Quando um líder alcança sucesso em um projeto, no calor do momento ele pode se sentir muito importante, sem querer, deixar transparecer isso em algumas atitudes, gerando ressentimento nos membros da equipe, principalmente para os profissionais que participaram no projeto e nem sequer foram lembrados.

O hábito de não reconhecer a contribuição de outros causa desunião na equipe. Obviamente o sucesso nos impulsiona, nos energiza para corrermos atrás de novos objetivos, mas é preciso que o líder sempre reconheça que estava ao seu lado, elogios não custam caro, mas fazem milagres.

Igualmente perigoso é o fracasso, que pode ser muito mais destrutivo, acumular derrotas não é o objetivo de nenhum líder. No entanto todos estão sujeitos a passarem por isso, o problema esta em como reagimos diante de um projeto que não deu certo. Alguns líderes quando erram, ganham mais fôlego, parece que são impulsionados a correrem atrás do prejuízo no próximo projeto. Por outro lado, outros ficam totalmente desmotivados, perdem o entusiasmo e a maneira como eles reagem é pior do que as consequencias do fracasso no projeto acabam assumindo o papel de vitimas, ou culpando a equipe, parece que nada pode dar certo mais.

Um líder que sempre fracassa acaba desmotivando a equipe, eles adoecem por assim dizer, nada mais os impulsiona , perdem o entusiasmo. Quando o líder apresenta um projeto, eles pensam “La vem mais um fiasco a caminho."Claro que para um líder ser bem sucedido é necessário contar com uma equipe unida e motivada. Mas, é preciso que ele saiba controlar suas emoções quando as coisas não saem como o esperado.Muitos líderes aprendem com seus erros, avaliam a postura que tiveram e como isso influenciou na equipe, com isso em um novo projeto evitam repetir os mesmos erros. Observam a equipe com atenção, avaliando onde precisam de ajuda, apoio ou orientação.

Faça uma auto analise de sua liderança. Você tem acumulado fracasso? Ou sucesso? Pergunte a sua equipe o que eles pensam, solicite um feedback deles. Não justifique cada ponto negativo apontado, avalie como poderia melhorar. Aceite conselhos. Ter humildade é importante para um líder.

Consegue se lembrar qual foi à última vez que você elogiou sua equipe?Líderes sábios não economizam nos elogios. Trabalham com metas bem definidas e com uma visão comum. Um exemplo que li e gostei muito foi dos três tenores.

Cada um tem um talento inquestionável, mas ao se unirem ficaram ainda mais brilhantes. Trabalharam em equipe, tinha uma visão comum, cada um dava o seu melhor e não competiam entre si. Vale lembrar que algumas vezes, por mais que você faça tudo que esteja ao seu alcance, ou até vá além, para que sua maneira de liderar seja eficiente, ainda assim haverá alguns momentos que não tomará as melhores decisões. Nestas horas não fique desanimado. Avalie onde errou as causas, evite desperdiçar suas energias e seu tempo em procurar culpados, reconheça e assuma seus erros.
• Peça a opinião de sua equipe;
• Treine e desenvolva seus colaboradores;
• Distribua elogios sinceros;
• Lembre-se que o sucesso é de todos;
• Tire tempo para conhecer sua equipe;
• Ouça com atenção;

A escassez de líderes

"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns.”  Peter Drucker

A previsão de muitos especialistas é que faltem líderes nos próximos anos, o Hay gruop em 2008 realizou uma pesquisa em várias empresas de médio porte. O resultado constado foi preocupante, cerca de 60% dos líderes estão com 50 ou mais anos, e muitos deles não estão confiantes de que conseguirão um sucessor ao se aposentarem.

Formar sucessores
O que as empresas precisam fazer é incentivar os líderes atuais a formarem sucessores, muitos recusam, mas é preciso capacitá-los para que possam transmitir o conhecimento que tem a outros.Em seminários que ministro para desenvolvimento de líderes, noto que muitos participantes que atuam como líderes, não entendem a importância de se empenharem em preparar um sucessor, eles contam com profissionais qualificados na equipe, precisando apenas desenvolver habilidades para gerir pessoas.

Uma participante, certa vez mencionou que ter um "sucessor" ajuda a crescer profissionalmente, ela constatou isso por experiência própria, em sua empresa anterior, sua coordenadora não era promovida para gerente por não ter preparado nenhuma sucessora.Essa situação persistia por anos, a chefe em questão não gostava de delegar tarefas importantes, muito menos dava um opinião construtivo para a equipe, quando alguém estava indo bem na execução das tarefas ela dava um jeito de finalizar ou mudar alguma coisa para levar os créditos pelo trabalho.

Essa atitude prejudicou a equipe, bons profissionais que queriam progredir acabaram deixando a empresa, inclusive a participante do curso, que hoje esta em uma empresa e já é coordenadora, ao ouvir toda essa historia fiquei curiosa para saber onde estava a sua ex chefe, pasmem ainda esta na empresa e na mesma função!

Quem perde com isso é a empresa, por que os melhores profissionais sempre vão busca de crescimento profissional.

O assédio moral no Trabalho

"Há pessoas que amam o poder e outras que têm o poder de amar.“ Bob Marley


Alguns chefes são verdadeiros tiranos, se divertem quando seus liderados se sentem humilhado, é comum ouvi-los dizer "acabei com ele", ou "ele vai ver quem é que manda aqui". Já outros não são tão diretos assim, tudo começa como uma brincadeira sem graça ou uma palavra inapropriada, mas com o passar do tempo elas se tornam cada vez mais ofensivas e humilhantes. Tirando a paz mental de muitos profissionais, prejudicando sua saúde física e seu desempenho.

A consequência pode ser desastrosa, tanto para a empresa como para os profissionais que são prejudicados tanto mentais, emocional e fisicamente. Não são poucos os "chefes" que têm o poder de transformar um ambiente de trabalho agradável em um verdadeiro caos. Para que essa situação não crie raízes em sua equipe, é preciso que atitudes destrutivas sejam denunciadas, antes que o dano seja maior.


Uma relação de trabalho saudável é proveitosa e produtiva é possível, cabe aos dirigentes da empresa em serem os primeiros a não tolerarem essa conduta por parte de seus líderes. Também precisam realizar seminários para expor o assunto, e instruir a toda a equipe, com objetivo de coibir essas atitudes, e não permitir que este mal crie raízes na empresa. Eventos assim são vitais para reduzir o estresse no ambiente de trabalho e mostrar a equipe que eles são prezados pela empresa, e que qualquer pessoa que ofender sua dignidade pode ser passivo de correção e disciplina.

 
Quando a relação de poder e hierarquia  são bem gerenciadas,  não há espaço para esses transtornos, mesmo em ambientes onde há muita competição, como o setor de vendas. Para manter o ambiente assim é muito importante que o tema Assédio Moral no ambiente de trabalho, faça parte da programação de treinamento das empresas.

Observo que em todos os programas para desenvolvimento de líderes onde debatemos esse tema, muitos ficam surpresos ao entenderem melhora as consequências que pode levar tal conduta. Todos nós precisamos dar atenção a este tema. É necessário entender as consequências do mau uso do poder e mais ainda valorizar o ser humano, cultivar qualidades como respeito, modéstia e humildade, não há necessidade de atacaramos os colegas que brilham mais do que nós, podemos comemorar juntos o sucesso deles.