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2 de março de 2010

Formação e desenvolvimento de líderes para o ambiente offshore


O líder do passado sabe dar ordem, enquanto o líder do futuro sabe pedir." Peter Drucker

Um mercado em rápida expansão em nosso país, mas carente de líderes de equipe. Para liderar não bastam apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber gerir pessoas, que diferentes de máquinas têm sentimentos. Mas, como em qualquer segmento, com o decorrer do tempo o papel do líder mudou, hoje o líder não é mais um realizador, do tipo que dizia "quer bem feito faça você mesmo", passou a ser um catalisador ,sabe motivar as pessoas a sal volta, ao ponto delas desejem realizar as tarefas que ele precisa que façam.

No passado, era comum observar os líderes com medo de ensinar tudo o que sabiam, temia que seus liderados pudessem de alguma maneira roubar o seu lugar, ensinavam, mas sempre deixavam sempre alguma coisa. A situação atual não tem lugar para esses líderes, longe de reprimir seus liderados, ele os deixa brilhar, não quer  apenas seguidores leais, e sim profissionais capacitados aptos para assumirem a liderança quando for necessário, tornando-se assim um líder formador de novos líderes.

Liderar sem estressar a equipe


O ambiente offshore já possui desafios e situações estressantes suficientes. Muitos líderes que tive o prazer de participar em seu desenvolvimento empenham-se em identificar os aspectos motivadores de seus liderados, avaliam que comportamento  pode deixá-los mais estressados em momentos de tensão.


Carlos é um líder, em minha opinião eficaz, já atua a mais de 10 anos no ambiente offshore ele foi incentivado a fazer isso, note o que ele diz:"Estávamos com um problema para descer um equipamento, quanto mais à equipe ficava nervosa, mais eu tentava me manter calmo, sempre falando de modo tranqüilo, porem firme, disse a eles: vamos seguir os procedimentos corretos mesmo que atrase, é em melhor, sempre vou dizendo, vocês estão indos bem, é isso ai, vamos lá. Aprendi que se eu desesperar eles fica nervosos, isso só aprendi por analisar como eu agia nas situações estressantes."
    
Carlos  identificou que sua postura influi muito em situações de tensão, o líder atual ele faz exatamente assim, antes de controlar a equipe ele controla a si mesmo.  Para liderar de modo eficaz é preciso entender que nem todas as pessoas se motivam com os desafios permanentes, mas a maioria delas fica motivada se apresentarmos o significado desses desafios.

Outro fator importante observado nos líderes que são bem sucedidos no ambiente offshore quer como supervisores ou gerentes é que eles aprendem a lidar muito bem com o poder inerente ao seu cargo, sabem por experiência prática que o poder da liderança está ligado na capacidade de estabelecer objetivos comuns para seus liderados.

Em qualquer lugar que você esteja liderando, você pode ter o poder formal de seu cargo que gera obediência ou o poder pessoal que consegue o comprometimento da equipe, Precisamos ter em mente que o poder da liderança vem de suas idéias e de sua capacidade de estabelecer objetivos comuns.

"Após mais de cinco décadas de desenvolvimento de meu potencial de liderança, cheguei a esta conclusão: Liderança é influencia. É isso aí. Nada mais, nada menos. Meu provérbio sobre liderança é este: aquele que acha que lidera, mas não tem ninguém que o siga, está apenas dando um passeio."
John C. Maxwell - (no livro Você nasceu de liderar - página 15)



 

13 de janeiro de 2010

Liberte seu potencial criativo



"Ninguém pode fazer com que te sintas inferior sem o teu consentimento" Eleanor Roosevelt


Conheço profissionais que tem um potencial tão grande, mas não libertam essa energia. Um dos motivos para esse aprisionamento são alguns "chefes" que não permitem que seus liderados brilhem mais do que eles, bloqueiam suas ideias criativas.

Em um treinamento solicitei ideias reais para soluções de um problema, para minha surpresa todos sem exceção tiveram ideias maravilhosas, cada participante poderia comentar sua opinião sobre o assunto, apresentar sugestões e mais ainda criticar o líder do projeto.

Nosso objetivo era refletir sobre como nós recebemos as opiniões contrárias as nossas, bem esse treinamento tinha algo em comum o "chefe", quis participar também, mas durante esse exercício, quando ele teve seu projeto avaliado pelos seus liderados, ele que teve a oportunidade de apontar as falhas em cada uma das soluções apresentadas, relutava de maneira firme, beirando a grosseria que seu projeto não precisava de alterações.

O que eles não sabiam é que o exercício era real, um problema sugerido pelo diretor da empresa, ao término do primeiro dia de treinamento, enviei para o gestor da empresa todas as alternativas sugeridas, mas sem o nome do profissional que sugeriu, todas as sugestões foram bem recebidas, menos "chefe" da equipe.

Ao longo dos três dias de treinamento em várias cenas, notei que o problema da falta de motivação e entusiasmo, não era da equipe e sim do “chefe”, isso ficou ainda mais evidente quando ele fez esforços colossais para boicotar o andamento dos exercícios para que as sugestões aceitas fossem as dele.

No último dia, voltamos a analisar a situação, me surpreendi à equipe além de mais unida estava muito entusiasmada, o motivo? Um participante disse: "pela primeira vez em 10 anos a empresa nos ouviu, sempre mandávamos sugestões, mas nem saiam do papel", disse um profissional.

Como era enceramento os diretores pediram para participar, e um deles ao ouvirem essa frase questionou sobre as sugestões, mencionou que uma das reclamações com esta equipe era que eles não se manifestavam suas opiniões, por várias vezes ele pediu ao “chefe” que pesquisasse com a equipe, o que ele poderiam sugerir e ele sempre mencionava que ninguém quis sugerir nada.

Neste momento houve um silêncio na sala, o “chefe” ficou todo desconsertado, se houvesse uma maneira de ele se tele transportar ele faria isso sem hesitar, mas como não foi possível, tentou se explicar "Não eram boas sugestões, ideias vagas, o senhor tem tanta coisa para fazer que eu não fosse te incomodar com bobagens".Em seguida, para surpresa de todos, um dos participantes tirou de sua pasta uma cópia de seu e-mail com a sugestão que segundo o "chefe" era bobagem, distribuiu um cópia a todos na sala.Naquele momento de silêncio, todos olhavam para mim com espanto, parecia uma cena de novela mexicana, eu nunca presenciei nada assim.

O diretor pegou a folha com espanto, leu com atenção e com expressão de surpresa, mas o texto parecia tão familiar para ele, que não se hesitou e me perguntou: "Marcinéia, não foi essa a sugestão que escolhemos?” Sim era exatamente a sugestão escolhida por nós, pelos dirigentes e pela turma toda, mas para o “chefe” era uma bobagem.Esse exercício real trouxe problemas enterrados na equipe e silenciados por medo, mas deixou claro que a equipe estava unida e queria muito participar em apoiar a empresa para superar os momentos de crise.A equipe saiu do marasmo, recobrou o verdadeiro espírito de equipe, mas do que isso viu a diferença entre um "chefe" e um verdadeiro líder.

Não pense que isso acontece só nesta empresa, ao contrário muitas equipes sofrem e são prejudicados por chefe "chefes" que boicotam suas ideias bloqueando a criatividade da equipe. Nem todos são expostos como o caso que mencionei a vocês. Mas, se este for o seu caso, não permita que sua criatividade e seu entusiasmo profissional sejam tolhidos.

Enquanto escrevia este post, recebi do meu Amigo Robson Cucco, o texto abaixo, embora pareça uma situação um pouco estranha, ajuda-nos a refletir sobre o assunto. Senão gostarem briguem com o Robson.

Um camponês criou um filhotinho de águia junto com suas galinhas. Tratando-a da mesma maneira que tratava as galinhas, de modo que ela pensasse que também era uma galinha. Dando a mesma comida jogada no chão, a mesma água num bebedouro rente ao solo, e fazendo-a ciscar para complementar a alimentação, como se fosse uma galinha. E a águia passou a e portar como se galinha fosse. Certo dia passou por sua casa um naturalista, que vendo a águia ciscando no chão, foi falar com o camponês:
- Isto não é uma galinha, é uma águia!
O camponês retrucou: - Agora ela não é mais uma águia, agora ela é uma galinha!
O naturalista disse: - Não, uma águia é sempre uma águia, vamos ver uma coisa.
Levou-a para cima da casa do camponês e elevou-a nos braços e disse:
__Voa, você é uma águia, assuma sua natureza!
__ Mas a águia não voou, e o camponês disse:
__ Eu não falei que ela agora era uma galinha!

O naturalista disse: - Amanhã, veremos... No dia seguinte, logo de manhã, eles subiram até o alto de uma montanha.

O naturalista levantou a águia e disse:

- Águia veja este horizonte, veja o sol lá em cima, e os campos verdes lá em baixo, veja, todas estas nuvens podem ser suas.

Desperte para sua natureza, e voe como águia que és...

A águia começou a ver tudo aquilo, e foi ficando maravilhada com a beleza das coisas que nunca tinha visto, ficou um pouco confusa no inicio, sem entender o porquê tinha ficado tanto tempo alienada. Então ela sentiu seu sangue de águia correr nas veias, perfilou de vagar, suas asas e partiu num vôo lindo, até que desapareceu no horizonte azul.

Criam as pessoas como se galinhas fossem, porém, elas são águias. Por isso, todos podemos voar, se quisermos. Voe cada vez mais alto, não se contente com os grãos que lhe jogam para ciscar.

Nós somos águias, não temos que agir como galinhas, como querem que a gente seja. Pois com uma mentalidade de galinha fica mais fácil controlar as pessoas, elas abaixam a cabeça para tudo, com medo. Conduza sua vida de cabeça erguida, respeitando os outros, sim, mas com medo, nunca!

20 de julho de 2009

A escassez de líderes

"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns.”  Peter Drucker

A previsão de muitos especialistas é que faltem líderes nos próximos anos, o Hay gruop em 2008 realizou uma pesquisa em várias empresas de médio porte. O resultado constado foi preocupante, cerca de 60% dos líderes estão com 50 ou mais anos, e muitos deles não estão confiantes de que conseguirão um sucessor ao se aposentarem.

Formar sucessores
O que as empresas precisam fazer é incentivar os líderes atuais a formarem sucessores, muitos recusam, mas é preciso capacitá-los para que possam transmitir o conhecimento que tem a outros.Em seminários que ministro para desenvolvimento de líderes, noto que muitos participantes que atuam como líderes, não entendem a importância de se empenharem em preparar um sucessor, eles contam com profissionais qualificados na equipe, precisando apenas desenvolver habilidades para gerir pessoas.

Uma participante, certa vez mencionou que ter um "sucessor" ajuda a crescer profissionalmente, ela constatou isso por experiência própria, em sua empresa anterior, sua coordenadora não era promovida para gerente por não ter preparado nenhuma sucessora.Essa situação persistia por anos, a chefe em questão não gostava de delegar tarefas importantes, muito menos dava um opinião construtivo para a equipe, quando alguém estava indo bem na execução das tarefas ela dava um jeito de finalizar ou mudar alguma coisa para levar os créditos pelo trabalho.

Essa atitude prejudicou a equipe, bons profissionais que queriam progredir acabaram deixando a empresa, inclusive a participante do curso, que hoje esta em uma empresa e já é coordenadora, ao ouvir toda essa historia fiquei curiosa para saber onde estava a sua ex chefe, pasmem ainda esta na empresa e na mesma função!

Quem perde com isso é a empresa, por que os melhores profissionais sempre vão busca de crescimento profissional.