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28 de março de 2013

Confiança – elemento essencial para o trabalho em equipe - Por Marcinéia Oliveira

Em cursos empresariais, nós palestrantes, ao falarmos, frequentemente fazemos analogias com animais e o trabalho em equipe. E, recentemente, fiquei encantada com uma leitura sobre o pelicano australiano, grande ave aquática encontrada na Austrália, Tasmânia, Nova Guiné e algumas ilhas da Indonésia. E o que mais me chamou a atenção é que eles são chamados de mestres do trabalho em equipe! Essas aves atuam em equipe para conseguir alimentos, e saem-se bem. Os truques são inusitados. Elas formam um semicírculo em volta de um cardume, mergulham a cabeça e batem as asas simultaneamente para apanharem os peixes.
Não é um sistema perfeito, elas erram e acertam, mas o que importa aqui é que trabalham sempre juntas. Nós, seres humanos, somos bem diferentes dos pelicanos australianos, mas podemos aprender uma excelente lição com essas aves aparentemente um pouco desengonçadas: o valor de se trabalhar em equipe.

Quando atuamos sozinhos em uma atividade que poderíamos fazer em equipe, os resultados podem não ser os mesmos, sem contar que nos desgastamos muito mais para atingir um bom resultado. Patrick Lencioni, em seu livro Os 5 desafios das equipes, afirma que “o trabalho em equipe continua sendo a vantagem competitiva definitiva – precisamente por “ser tão poderoso é, ao mesmo, tempo tão raro.”

Todas as equipes passam por momentos de questionamentos sobre o que realmente precisam fazer para serem bem sucedidas em uma empreitada. Algumas equipes para as quais presto consultoria têm uma grande variedade de pessoas, muitas nacionalidades e culturas bem distintas – o que torna o processo de interação um pouco mais difícil. Por isso aprecio demais quando eles confiam uns nos outros. E, apesar dessa distinção, a confiança (quando acontece) é de maneira rápida, notada logo nas primeiras conversas do seminário, quando alguns, de início comentam seus pontos fracos sem hesitação. Mas em muitas equipes isso não existe. Os profissionais temem represálias se mencionarem seus pontos fracos ou dificuldades.
Muitos chefes agem equivocadamente, expondo os pontos fracos de sua equipe, que fica acuada e inibida, se autoprotegendo. Dessa forma, não há trabalho em equipe. Por isso ao ler sobre os pelicanos australianos, pensei nessa questão do conjunto. Não perder um tempo valioso para autoproteção, ajuda muito no desenvolvimento de equipes de alta performance, e o chefe precisa estar atento a isso.

A confiança dos funcionários precisa ser conquistada. O líder que deseja contar com sua equipe precisa ser o primeiro a expor seus medos e dúvidas, oferecer ajuda e jamais expor os pontos fracos de um funcionário a outros, pois além de antiético, desmotiva a confiança.

São pequenos gestos, atitudes simples que fazem toda a diferença. Se sua equipe tem confiança em você, pedirá ajuda e aceitará conselhos, aprendendo a trabalhar em grupo, unindo forças, e semelhante ao pelicano australiano, serão mestres do trabalho em equipe. O que só faz aumentar o desempenho de todos, consequentemente gerando melhores resultados, não só para esse setor da empresa, mas para a companhia.

Para cultivar a confiança da equipe:
• Cumpra promessas;
• Não tenha medo de pedir ajuda à equipe;
• Saiba pedir desculpas;
• Tire proveito da experiência das pessoas de sua equipe e seja humilde para aprender com elas;
• Assuma seus erros

21 de novembro de 2012

A armadilha das recompensas que promovem a “falsa igualdade” Por Marcineia Oliveira





Toda empresa tem sua maneira de recompensar a equipe. Afinal, como diz o renomado professor,escritor e consultor de administração Idalberto Chiavenato “Uma organização é um sistema de contribuições e de recompensas: as pessoas contribuem para a organização através do seu trabalho e recebem recompensas da organização.”

Recompensar o desempenho de forma justa é um desafio para muitos gestores. No entanto a  maioria  deles alardeiam que suas recompensas primam pela igualdade. O bom desempenho é avaliado de modo coletivo, causando descontentamento para os profissionais que trabalharam arduamente para o sucesso e são compensados da mesma maneira que os colegas que não tiveram o mesmo empenho. Diante desta questão, muitas vezes estes últimos acomodam-se em não fazer mais, já que se beneficiam do trabalho de seus  colegas que deram tudo de si. Esta maneira de recompensar incentiva a mediocridade e o baixo desempenho.

Punir atrasos e retirar bônus de quem não cumpre sua parte ou recompensar agilidade em cumprir metas em um projeto, ou seja, oferecer  recompensas diferentes pelo desempenho de cada um dará mais trabalho, mas é a forma justa. “Dê a cada pessoa a chance de satisfazer as expectativas elementares do trabalho a que se propõe e depois a oportunidade de ir, além disso -  e de ser recompensada de modo proporcional.” Aconselha  Bruce Tulgan em seu livro  “Não tenha medo de ser chefe”

Prêmios por equipe ou por desempenho?

Para mudar esta situação, o gestor fará bem em seguir o conselho de Bruce Tulgan:
“Definindo as expectativas e atrelando a satisfação delas às recompensas concretas. Quando todos os membros da equipe são gerenciados desse modo, a probabilidade de perguntarem por que alguém está recebendo prêmios especiais é bem menor. Isso porque cada um deles, sem exceção, sabe, por experiência própria, o que precisa ser feito para merecer esses prêmios.”

Avaliar o desempenho e não a pessoa

Atualmente existem diversos modos para avaliar o comportamento da equipe para que o gestor tenha maior entendimento do desempenho da mesma. Avaliação objetiva tem sido um dos métodos utilizado pelos gestores. Falando sobre ela, Timothy Baldwin, Robert Rubin e William Bommer comentam no livro “Desenvolvimento de habilidades gerenciais”, editora Campus. Eles descrevem o que significa tal avaliação: “A avaliação objetiva inclui métodos baseados em resultados de comportamento. Normalmente são fáceis de identificar, usando técnicas de avaliação objetiva, como minutos para resolver um problema do cliente, visitas de vendas por semana, conclusão versus não conclusão…”

Independente do tipo de avaliação a ser utilizada é focar no comportamento e não na pessoa. As falhas existirão em todos os avaliados e é aceitável, mas quando recompensar um bom desempenho você estará incentivando a todos a cumprirem suas metas.  Suas avaliações precisam ser vistas por todos como justa e não com igualdade.  Para que sua equipe chegue onde você precisa que eles cheguem, defina expectativas e estabeleça metas reais e possíveis. Para que o processo de recompensas seja bem sucedido, Bruce Tulgan aconselha:

___“Inspire credibilidade e confiança mediante uma comunicação franca e uma postura transparente, para que cada funcionário saiba exatamente o que deve fazer para receber os benefícios. Monitore, avalie tudo, em todas as etapas do processo. Não recue quando chegar a hora de oferecer prêmios e punições prometidos. ”

Oriente sua equipe, analise as habilidades individuais de cada pessoa e ajude-os a melhorar seus pontos fracos. Quando observar que estão agindo contrário ao que vocês acordaram, é hora de conversar e relembrá-los de qual eram as expectativas acordadas. Ouça com atenção o que eles têm a dizer e proponha um acordo. Lembre-se de que muitos profissionais ficam desmotivados porque os seus chefes apenas delegam atividades enfadonhas e deixam as desafiadoras de lado.

Marcinéia Oliveira – é consultora para desenvolvimento humano nas organizações na Inner Smart consultoria, escritora e instrutora em cursos empresariais. Autora do livro Não Atenda Clientes. Atenda pessoas (2012) Pela editora Brasport.

13 de fevereiro de 2012

Como lidar com o estresse no ambiente de trabalho - Por Marcinéia Oliveira


Artigo publicado no Jornal Corporativo 09/02/2012- coluna canal RH por Marcinéia Oliveira


Psicólogos e terapeutas especializados em doenças ocupacionais afirmam que muitos problemas de saúde são desencadeados no ambiente de trabalho. Competição acirrada, pressão por resultados imediatos, acumulo de atividades, problemas pessoais e as exigências do cargo são alguns dos fatores que contribuem para o aumento do estresse negativo. Estresse tem sido definido como uma sensação interior quando não podemos responder a um desafio. E a ansiedade é a segunda fase do estresse, a primeira é desencadeada por uma série de atividades ou comportamentos estressantes, a terceira fase é a perda do equilíbrio emocional. E se esta situação persiste por um longo período pode comprometer a saúde física, mental ou emocional. Muitas coisas que estressam as pessoas estão relacionadas com o futuro, e em alguns casos podem até serem irreais apenas possibilidades e pensamentos inquietantes. Mas um dos fatores que mais desencadeia problemas de saúde relacionados com estresse negativo é acumulo de tarefas.

Dr. Adrian White aconselha em seu livro Estresse: métodos práticos para recuperar a saúde aplicando a medicina complementar, diz: “Ninguém quer sentir-se mal, mas é o que acompanha a preocupação. Para recuperar a saúde você precisa interromper o circulo vicioso.”
Um profissional que vive apagando incêndios o tempo todo e acumula muitas atividades acabara em algum momento sentindo fisicamente os efeitos negativos do estresse. Para evitar isto é preciso algumas atitudes.

1.Priorizar e organizar

A palavra chave é priorizar as atividades por grau de prioridades e urgências. Pois, não tem como uma equipe trabalhar de modo organizado se a todo momento atende desordenadamente requisições e chamados. Às vezes não é nosso trabalho em si que nos estressa, mas as pessoas desorganizadas a nossa volta.Mesmo com uma agenda organizada e prioridades definidas sua rotina diária pode ser interrompida por atividades inesperadas. O que fazer?

2.Controlar as emoções

David Ryback, em seu livro intitulado - Emoção no local de trabalho aconselha: “Ser emocionalmente inteligente não é ser competitivo nem despreocupado. É saber usar sua sensibilidade emocional seja qual for seu nível deprofundidade.”

3. Metas pessoais e profissionais

Definir objetivos e expectativas nos ajuda a direcionar nossa energia e nosso empenho para atividades que impactarão mais em nossa vida. No entanto, é preciso definir metas de modo correto. Primeiro elas precisam ser viáveis, porque se forem além de sua capacidade acarretara em mais ansiedade e frustração,alem de ser pressão desnecessária. Analise sua rotina diária e estabeleça alvos a curto, médio e longo prazo, defina o que você deve fazer para alcançá-los. Deixe a preguiça de lado e empenhe-se, você sentirá renovado ao alcançar seus objetivos tanto na sua vida pessoal ou profissional. Concentre-se nas coisas mais importantes, aquelas que farão com que seja mais bem sucedido, assim você evitará desperdiçar sua energia com coisas insignificantes

4.Respire fundo

Uma das coisas que mais observamos quando lidamos com pessoas estressadas e ansiosas é que elas têm uma respiração instável. Por isso, é importante dar atenção ao modo como respiramos. Uma respiração lenta, profunda e rítmica acalma e aumenta o nível de oxigênio em sua corrente sanguínea, além de remover o nível de dióxido de carbono e levar mais oxigênio a seu cérebro, que responderá favoravelmente liberando endorfina, hormônio que nos ajuda a ficar mais calmos e relaxados.

É bom ter sempre em mente que em muitos casos não são as situações ou as pessoas a nossa volta que nos estressam, mas a maneira como reagimos a elas. E isto nos podemos mudar, basta querermos.

25 de novembro de 2011

Como conquistar novos clientes? por Marcinéia Oliveira

A primeira vez que vi um vendedor em ação, foi quando minha mãe aceitou ver os produtos de um “mascate” (mercador ambulante, vendedor que oferece mercadorias em domicílio) que estava visitando as casas da fazenda onde morávamos. Ao final da apresentação, minha mãe foi convencida a ficar com quatro edredons em pleno verão. E pasme ela achou que fez um excelente negócio.

Hoje não é mais comum usarmos mais o termo mascate para os vendedores que vão de porta em porta. No entanto, ainda encontramos excelentes vendedores com excelente capacidade de persuasão.  

 O que realmente mudou nessas décadas foi perfil dos clientes. Eles estão mais poderosos do que nunca, fazem pesquisa pela internet, comparam preços e checam comentários de outros clientes, por isso para convencê-los é preciso entender os diferenciais de seu produto e saber se expressar muito bem.  Afinal de contas, são muitos desafios para os vendedores conquistarem novos clientes. Mas o maior deles é exemplificado na situação vivida pelo Carlos.

Carlos trabalha em uma concessionária de automóveis há pouco mais de um ano, mas perdeu sua motivação para trabalhar e anda muito desanimado.  Por isso, resolveu puxar conversa com Ana Luiza, a melhor vendedora da empresa,  para ver se ela poderia ajudá-lo. Pensou em como iniciar a conversa, mas resolveu ir direto ao ponto. Ele disse:

__ Olha Ana a coisa anda feia para meu lado. Não sei onde como conquistar novos clientes?

__ Carlos se você deseja conquistar novos clientes, você tem que procurá-los.

__ Mais onde Ana?

__ Uê Carlos, com os seus atuais clientes.

__Como assim Ana? Perguntou Carlos sem entender o que ela queria dizer.

__ Carlos eu sempre peço aos meus clientes algumas indicações. E muitos deles sempre me indicam seus colegas de trabalho, familiares e amigos.

___ Mais Ana eu não tenho amizade com meus clientes, como é que vou fazer este pedido a eles.

___Então Carlos você precisa estabelecer uma relação de amizade com eles.

___ Como eu vou fazer isto Ana se eu não tenho tempo nem pra respirar.

___ Olha Carlos se deseja novos clientes precisa tirar tempo para isso sim. E precisa demonstrar empatia, ser sincero e atendê-los deixando sua marca pessoal. Assim será fácil estabelecer uma relação de confiança. Outra coisa pare de resmungar e comece a agir com entusiasmo. Pare de resmungos, aja com entusiasmo.

Infelizmente muitos vendedores agem como o Carlos, eles dizem querem novos clientes, mas não se empenham em buscá-los. Deixam de lado indicações importantes de clientes existentes.  Frank Bettger aconselha em seu livro Do fracasso ao sucesso em vendas, que é preciso “Descobrir o que as pessoas desejam e ajudá-los.”.

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Voltando ao problema do Carlos, depois da conversa com Ana, ele ficou mais desanimado ainda.  Por isso, Ana resolveu ajudá-lo a se preparar para conquistar novos clientes.  Ela se ofereceu de estudar com ele alguns temas importantes sobre como atender os clientes de modo personalizado. E foi ai que Ana estudou com ele o meu primeiro livro: Não atenda Clientes. Atenda pessoas e foi assim que tomei conhecimento de todo o drama que Carlos vivenciou.

Ana me contou que no primeiro dia de estudo eles começaram a analisar o perfil dos clientes dele. Depois de lerem a importância de atender valorizando o ser humano, ela disse:

___ Carlos é preciso que nós vendedores sejamos criativos, estrategistas, motivados e líderes além de...

Nesse momento Carlos a interrompeu dizendo:

___Ainda tem mais coisas?

__Sim. Nós precisamos ter habilidades. Para relacionar com as pessoas que atendemos.

___Com os clientes você quer dizer. Respondeu Carlos.

___Carlos, no livro da Marcinéia eu aprendi a encarar os clientes como pessoas, e por sua vez elas tem qualidades e defeitos. E acima de tudo são seres humanos com necessidades e expectativas diferentes, por isso não podemos robotizar nosso modo de atender.

__Ana se eu fizer tudo que você está mandando, não vou tempo para vender nem um prego. Não acha?

___ Ai é que você se engana Carlos.

___Olhe Ana com todo respeito, eu não acho que isso da certo e para ser sincero não me vejo fazendo isso.

___Entendo você Carlos, eu já pensei assim. Eu na verdade não tinha é entusiasmo para atender dessa maneira.

__Ana até te entendo, na sua equipe antiga não me admiro que se sentisse assim. Eles eram muito negativos e só falava mal da empresa o tempo todo.

___Não Carlos, a culpa era minha, estava no meu modo de ver a minha, profissão.

__Como assim Ana?

___ Carlos eu permiti que o pessimismo dos meus colegas de trabalho sugasse minha motivação e isso não pode ser gerado em nós por outras pessoas.

__Ana isso acontece com todos, é normal.

__ Não é normal Carlos, acontece se nós permitirmos. Aprendi que é preciso parar de reclamar, de justificar o fracasso e correr atrás.

___De que jeito Ana? Diz-me o que fez?

___Chega uma hora que o chefe por melhor que seja, fica cansado de só nos observar justificando o porquê não batemos nossas metas e o porquê não nos atualizamos.

___Ana me desculpa não somos pagos para isso, quero fazer cursos, mas quem vai bancar isso?

__Era assim que eu pensava, mas eu notei que meus métodos de atender e modo de vender não estavam funcionando mais por isso resolvi me atualizar para não perde vendas. E foi aí que fiz que adquiri o livro e participei do curso da Marcinéia.

__Ana para fazer um curso é preciso ter dinheiro e meu orçamento não permite um gasto com um lápis que dizer um livro e um curso.

__ Um investimento, você quer dizer?

__ Que diferença faz Ana?

__ Bem Carlos, se você investir trezentos reais e participar em uma palestra, onde aprenderá sacadas novas e consequentemente ficara mais animado para atender e venderá mais. Sem contar que com a internet podemos ler de graça muitos artigos bons. Eu leio muitos artigos dela e aprendo com eles.

___Ana pra ser sincero com você, eu não tenho paciência para isso não, detesto ler ainda mais na frente do computador.

__Entendo Carlos, vou te mostrar uma frase que copiei do livro dela.

Ana abriu sua agenda onde estava escrito a frase de Frank Bettger.

___ “Não acredito que todos possam se desenvolver, mas acredito que todo ser humano pode ser aquilo que quer ser”.

___ Carlos pense nisso, agora preciso ir amanhã conversaremos um pouco mais.

__ Ana, quero anotar esta frase.  Eu realmente desejo muito melhorar meu modo de atender e agradeço muito sua disposição de me ajudar.

___Então Carlos pare de reclamar pela a falta de oportunidade para melhor suas vendas, crie suas próprias oportunidades. Você tem que ver a historia dessa escritora, como ela lutou para ser o que é hoje.

Carlos ficou bem pensativo com a conversa e no caminho de volta para sua para casa ficou pensando em tudo que poderia mudar em sua maneira de atender seus clientes. Ele elaborou uma lista com uma série de coisas que poderia fazer para se atualizar e melhorar seu modo de atender. Chegou à conclusão que sua maneira de agir estava errada e decidiu que estava cansado de ser apenas um “vendedor robotizado”. Foi aí que Carlos também se tornou um leitor dos meus livros e também participou em meus cursos.

Por isso, se você deseja ser como aquele mascate que convenceu minha mãe a comprar edredons em pleno verão, não se acomode. Estude sobre o processo de vendas, mas aprenda a para lidar com as pessoas, não há, mais espaço para os profissionais que apenas pressionam as pessoas para comprarem e sim para os que sabem entender as necessidades delas e saibam como satisfazê-las.  Sem mencionar que saber se comunicar bem será um grande diferencial, um tom de voz agradável sem ser artificial e ser sincero.

Se você enfrenta o mesmo desânimo que quase destruiu a carreira de Carlos. Tenha em mente uma pessoa que não se renova que não investe em si para melhorar constantemente não só como pessoa, mas como profissional, pode não conseguir se manter no mercado de trabalho.  Crie suas próprias oportunidades de crescimento profissional e pessoal, renove-se a cada dia. E seus novos clientes virão naturalmente.

Quer saber como desenvolver a arte de atender valorizando o ser humano? Adquira o seu exemplar do livro: Não atenda clientes. Atenda Pessoas. Editora brasport:

http://www.brasport.com.br/e-books/ebooks-negocios/ebook-nao-atenda-clientes-atenda-pessoas/



21 de setembro de 2011

Conquistar a confiança para excelência no trabalho em equipe - Por Marcinéia Oliveira *

Em cursos empresariais, nós palestrantes, ao falarmos, frequentemente fazemos analogias com animais e o trabalho em equipe. E, recentemente, fiquei encantada com uma leitura sobre o pelicano australiano, grande ave aquática encontrada na Austrália, Tasmânia, Nova Guiné e algumas ilhas da Indonésia. E o que mais me chamou a atenção é que eles são chamados de mestres do trabalho em equipe! Essas aves atuam
em equipe para conseguir alimentos, e saem-se bem. Os truques são inusitados. Elas formam um semicírculo em volta de um cardume, mergulham a cabeça e batem as asas simultaneamente para apanharem os peixes.

Não é um sistema perfeito, elas erram e acertam, mas o que importa aqui é que trabalham sempre juntas. Nós, seres humanos, somos bem diferentes dos pelicanos australianos, mas podemos aprender uma excelente lição com essas aves aparentemente um pouco desengonçadas: o valor de se trabalhar em
equipe.

Quando atuamos sozinhos em uma atividade que poderíamos fazer em equipe, os resultados podem não ser os mesmos, sem contar que nos desgastamos muito mais para atingir um bom resultado. Patrick Lencioni, em seu livro Os 5 desafios das equipes, afirma que “o trabalho em equipe continua sendo a vantagem competitiva definitiva – precisamente por “ser tão poderoso é, ao mesmo, tempo tão raro.”

Todas as equipes passam por momentos de questionamentos sobre o que realmente precisam fazer para serem bem sucedidas em uma empreitada. Algumas equipes para as quais presto consultoria têm uma grande variedade de pessoas, muitas nacionalidades e culturas bem distintas - o que torna o processo de interação um pouco mais difícil. Por isso aprecio demais quando eles confiam uns nos outros. E, apesar dessa distinção entre eles, a confiança (quando acontece) é de maneira rápida, notada logo nas primeiras
conversas do seminário, quando alguns, de início comentam seus pontos fracos sem hesitação. Mas em muitas equipes isso não existe. Os profissionais temem represálias se mencionarem seus pontos fracos ou dificuldades.

Muitos chefes agem equivocadamente, expondo os pontos fracos de sua equipe, que fica acuada e inibida, se autoprotegendo. Dessa forma, não há trabalho em equipe.Por isso ao ler sobre os pelicanos australianos, pensei nessa questão do conjunto. Não perder um tempo valioso para autoproteção ajuda muito no desenvolvimento de equipes de alta performance, e o chefe precisa estar atento a isso.

A confiança dos funcionários precisa ser conquistada.O líder que deseja contar com sua equipe precisa ser o primeiro a expor seus medos e dúvidas, oferecer ajuda e jamais expor os pontos fracos de um funcionário a outros, pois além de antiético, desmotiva a confiança.

Para cultivar a confiança da equipe:

•Cumpra promessas;
•Não tenha medo de pedir ajuda à equipe;
•Saiba pedir desculpas;
•Tire proveito da experiência das pessoas de sua equipe e seja humilde para aprender com elas;
•Assuma seus erros

São pequenos gestos, atitudes simples que fazem toda a diferença. Se sua equipe tem confiança em você, pedirá ajuda e aceitará conselhos, aprendendo a trabalhar em equipe, unindo forças, e semelhante ao pelicano australiano, são mestres do trabalho em equipe. O que só faz aumentar o desempenho de todos, consequentemente gerando melhores resultados, não só para esse setor da empresa, mas para a companhia.

*Artigo publicado no Jornal Corporativo na Coluna Canal RH de Marcinéia Oliveira Sexta-feira, sábado e domingo, 9, 10 e 11 de setembro de 2011




7 de abril de 2010

O uso construtivo das diferenças de personalidade com o MBTI®

“O MBTI não é sobre O QUE você faz, mas PORQUE você faz” Isabel Myers

Às diferenças entre pessoas são inevitáveis e podem causar muitos problemas, principalmente na comunicação. O instrumento MBTI - o Myers-Briggs type indicator foi elaborado para ajudar as pessoas a usarem todo seu potencial, identificando as preferências pessoais, que por sua vez refletem na maneira como cada pessoa age e reagem as situações.

Essas informações são valiosas para que possamos nos conhecer e compreender melhor as pessoas que nos cercam. Além de aumentar nossa autoconfiança. Muitos ficam surpresos com a precisão do relatório. Luís fez o MBTI durante um seminário de liderança, ele nos conta o que achou de seu relatório

____"Gostei demais de ter feito o MBTI. Esqueci que tenho pontos fortes, as pessoas sempre me criticam dizendo que sou muito devagar, mas entendi que por ser introvertido e ainda tímido preciso pensar antes de responder, digerir o assunto, por outro lado agora vou compreender meus colegas mais extrovertidos e aprender a conviver com as diferenças".

Já Alexandre ficou muito surpreso ao ler seu relatório, ele disse:

____"Isso parece que é uma cópia do que realmente penso. Quando o nosso gerente disse que precisávamos responder esse questionário, não tinha idéia de quão valioso seria. Acho que se pudesse queria fazer em toda minha equipe, perderia menos tempo com conflitos, que nada mais são do que diferentes maneiras de ver uma situação. E agora vejo que o meu modo de julgar as coisas nem sempre pode ser o da equipe. Gostei muito de ter feito o MBTI, fiquei mais feliz ainda em saber que posso melhorar cada vez mais meu tipo e assim reduzir o estresses"

Conhecer um pouco da historia desse valioso instrumento nos ajudará a entender melhor sua importância. Duas mulheres americanas foram às responsáveis pela elaboração desse instrumento que ajuda milhões de pessoas anualmente, Katharine Cook Briggs (1875-1968) e sua filha Isabel Briggs-Myers (1897-1980), ao observarem que as pessoas poderiam render muito mais no trabalho se este aproveitasse todo seu potencial. Por isso se dedicaram em estudar as diferenças de personalidade. Aprofundaram seus estudos com ajuda da Teoria dos Tipos psicológicos, de Carl Gustav Jung, psiquiatra Suíço. Elas se empenharam em explicar como essa teoria poderia ser aplicada na vida cotidiana, a fim de que todos pudessem entender e aplicar os conceitos, e assim às pessoas poderiam compreender porque cada um age e reage de maneira tão diferente.

Para identificar encontrar um instrumento que pudesse avaliar as preferências pessoais e não medir as habilidade pessoais e muito menos avalia se a pessoa é boa ou ruim, elas fizeram esforço para desenvolverem o MBTI. Ele identifica as preferências pessoais de cada um, destacando seus pontos fortes, armadilhas e áreas para um bom aproveitamento do perfil.

Essas preferências vêm à tona diariamente em nossos relacionamentos. Notamos isso quando fazemos um esforço danado para explicar algo que para nós é importante, mas para a outra pessoa parece nem fazer sentido.

Todos nós termos uma maneira única de perceber as coisas a nossa volta por isso desentendimentos podem acontecer. No entanto, quando conhecemos as nossas preferências e modo como nós percebemos as coisas e nossa maneira julgar esses acontecimentos, conseguimos entender melhor as situações e as pessoas a nossa volta.

O MBTI, além de ajudar as pessoas a conhecer suas preferências pessoais fornece informações importantes para que possamos aproveitar todo nosso potencial. Muitas pessoas que fizeram o MBTI entenderam que em muitas situações estressantes que enfrentaram em seus relacionamentos, eram apenas desentendimentos entre pessoas bem intencionadas, simplesmente pequenas diferenças que não são irreparáveis, como pensavam.

O MBTI vem sendo utilizado por empresas em todo mundo, anualmente milhões de questionários são respondidos em todo o mundo. Organizações de diferentes portes e segmentos usam o MBTI para desenvolver líderes de equipe, formar equipes de alto desempenho, orientação profissional.

Há alguns anos eu utilizo esse instrumento para desenvolver líderes de equipe, principalmente para os profissionais que trabalham no ambiente offshore.

Em curso que realizei recentemente, todos participantes responderam o MBTI e ficaram encantados com a riqueza de conhecimento que obtiveram. Após as explicações e entrega dos relatórios, fizemos uma atividade vivencial, que dentre outras coisas era necessário que os participantes cumprissem diversas tarefas. Expliquei detalhadamente como deveria ser feito e passei algumas instruções, mas não receberam nada escrito, no entanto durante as explicações eles poderiam anotar alguma dica ou sugestão. Na euforia do momento apenas um dos participantes se preocupou em fazer breves anotações. Durante a realização das tarefas, eles se perderam nas tarefas, não lembraram a ordem de execução. Imediatamente o participante que fez as anotações puxou um pedaço de papel do bolso, onde anotou as dicas e sugestões. Com essas anotações eles conseguiram concluir as tarefas em tempo. Ao comentarmos a atividade um dos participantes mencionou que antes achavam esse rapaz muito chato porque ele queria anotar tudo, gostava de tudo bem detalhado, mas nessa atividade ele viu que se ele não tivesse anotado, eles fracassariam. Aprenderam a valorizar as diferenças de personalidade.

Quando aceitamos e compreendemos, o porquê as pessoas com quem convivemos são diferentes de nós e nos esforçamos em nos comunicar com eles de maneira que possam nos entender e ao mesmo tempo se sentir à vontade para expressar suas opiniões, evitará muitos conflitos negativos.

Claudia percebeu isso, ela nos diz:

___"Antes eu encarava a minha gerente como sendo aquela pessoa do contra, após fazermos o MBTI, eu pude ver que na verdade nós temos maneiras diferentes de tomarmos decisões. Mas ambas tem pontos positivos, aprendi a me relacionar melhor com ela, e os desentendimentos diminuíram muito.”

As diferenças entre pessoas são inevitáveis, mas nós podemos tirar proveito delas. Vale ressaltar que para aplicar o MBTI é preciso ser um profissional certificado, o questionário é respondido on-line, sem muitas complicações. E os O relatório é entregue individualmente junto com as explicações necessárias para que possam tirar o máximo de proveito.

Na Inner Smart consultoria nós temos por objetivo desenvolver o potencial de cada pessoa, que temos o privilégio de ministrar treinamento, por isso usamos o MBTI que possibilita que todos entendam e reconheçam seus talentos favorecendo o desenvolvimento pessoal e consequentemente o profissional

3 de abril de 2010

Cuide de seu comportamento redes socias.

Eu sou fã do Twitter, quando fui aconselhada por um amigo a entrar fiquei receosa de início, mas acabei sendo convencida e gostei. Ao conversar sobre o assunto com Rafael Martes, especialista em mídia on-line, ele mencionou que aconselha todos seus clientes sobre os cuidados ao usar as redes sociais “ter uma participação em redes sociais mal gerenciadas é pior do que não ter nada", aconselha Rafael.


E esta semana ao ler sobre o caso da Locaweb, envolvendo o comportamento de Alex Glikas, diretor comercial da empresa. Que num momento de euforia ao ver seu time vencer uma partida resolveu mostrar sua alegria no twitter, cena comum para muitos torcedores, mas ao fazer isso em seu twitter pessoal, além das palavras pouco apropriadas usou o nome da empresa indevidamente, justo da Locaweb que havia investido R$ 600.000 para colocar seu nome na camisa do São Paulo. Essa situação gerou um burburinho no twitter de acordo com a consultoria de mídias sociais e.Life, as 3,5 mil mensagens sobre assunto atingiu 1,7 milhão de pessoas. As conseqüências, não foram boas não só para a Locaweb e para o competente Alex Glikas que foi demitido.

No entanto essa situação serve de alerta para todos os profissionais que precisam ficar atentos com o seu comportamento não só no twitter, mas em todas as redes sociais que por ventura vem participar. Muitas empresas estão cada vez mais cuidadosas com a sua credibilidade, notei que isso na semana passada ao apresentar um projeto social para um de nossos clientes, um dos diretores sugeriu que antes de fecharem a parceria eles gostariam de avaliar a imagem das pessoas envolvidas no projeto “não precisamos de muito esforço a web nos ajuda nisso" comentou .

Profissionais competentes acabam expondo suas vidas de maneira descuidada em redes sociais e acabam se prejudicando. Ao conversar com uma gerente de Recursos Humanos sobre o assunto ela comentou que havia selecionado um gerente de marketing para preencher uma vaga, mas antes de bater o martelo, resolveu dar uma olhada na imagem dele pela web. O resultado da pesquisa não foi muito bom, deixou claro que o profissional não tinha muitos cuidados com a própria imagem. A conclusão dela foi optar por um candidato que não tinha tanta exposição, afinal só participava de uma comunidade social. Nesse momento vale repetirmos o conselho dado por Rafael Martes “Ter uma participação mal gerenciada em redes sociais é pior do que não ter nada”.

A Revista Isto É - Dinheiro de 07 de abril de 2010 comentou o caso da Locaweb e deu dicas valiosas para Twittar sem preocupação, também alertou as empresas a criarem políticas bem claras sobre o comportamento de seus funcionários. A mais importante dica é a de não lavarmos roupa suja nas redes sociais, mandar “recados” pela web não pega bem. Se você quer dizer algo a alguém não de indiretas, fale diretamente a pessoa, assim o assunto fica entre vocês.

Profissionais que tem cargos de liderança precisam ter mais cuidado ainda com a conduta em redes sociais. Vale ressaltar que Alex Glikas tem muitas qualidades profissionais que não podem ser desmerecidas, afinal ele contribuiu em muito para o crescimento da Locaweb, acredito que ele com sua habilidade e competência vai fazer desse limão uma limonada maravilhosa.

20 de julho de 2009

O assédio moral no Trabalho

"Há pessoas que amam o poder e outras que têm o poder de amar.“ Bob Marley


Alguns chefes são verdadeiros tiranos, se divertem quando seus liderados se sentem humilhado, é comum ouvi-los dizer "acabei com ele", ou "ele vai ver quem é que manda aqui". Já outros não são tão diretos assim, tudo começa como uma brincadeira sem graça ou uma palavra inapropriada, mas com o passar do tempo elas se tornam cada vez mais ofensivas e humilhantes. Tirando a paz mental de muitos profissionais, prejudicando sua saúde física e seu desempenho.

A consequência pode ser desastrosa, tanto para a empresa como para os profissionais que são prejudicados tanto mentais, emocional e fisicamente. Não são poucos os "chefes" que têm o poder de transformar um ambiente de trabalho agradável em um verdadeiro caos. Para que essa situação não crie raízes em sua equipe, é preciso que atitudes destrutivas sejam denunciadas, antes que o dano seja maior.


Uma relação de trabalho saudável é proveitosa e produtiva é possível, cabe aos dirigentes da empresa em serem os primeiros a não tolerarem essa conduta por parte de seus líderes. Também precisam realizar seminários para expor o assunto, e instruir a toda a equipe, com objetivo de coibir essas atitudes, e não permitir que este mal crie raízes na empresa. Eventos assim são vitais para reduzir o estresse no ambiente de trabalho e mostrar a equipe que eles são prezados pela empresa, e que qualquer pessoa que ofender sua dignidade pode ser passivo de correção e disciplina.

 
Quando a relação de poder e hierarquia  são bem gerenciadas,  não há espaço para esses transtornos, mesmo em ambientes onde há muita competição, como o setor de vendas. Para manter o ambiente assim é muito importante que o tema Assédio Moral no ambiente de trabalho, faça parte da programação de treinamento das empresas.

Observo que em todos os programas para desenvolvimento de líderes onde debatemos esse tema, muitos ficam surpresos ao entenderem melhora as consequências que pode levar tal conduta. Todos nós precisamos dar atenção a este tema. É necessário entender as consequências do mau uso do poder e mais ainda valorizar o ser humano, cultivar qualidades como respeito, modéstia e humildade, não há necessidade de atacaramos os colegas que brilham mais do que nós, podemos comemorar juntos o sucesso deles.