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4 de março de 2012

A epidemia da falta de comprometimento - por Marcinéia Oliveira - Artigo publicado no Jornal corporativo

A falta de comprometimento é uma epidemia que aumenta a cada dia e tem afetado muitas empresas. Antes de mais nada, é interessante entendermos o que realmente significa comprometimento. Essa palavra deriva de comprometer, que, de acordo com o dicionário Michaelis, significa “obrigar-se por compromisso, verbal ou escrito”. Partindo dessa definição, os profissionais, quando aceitam um trabalho, obrigam-se em acordo verbal e escrito a cumprir determinadas atividades, as famosas atribuições do cargo para o qual foi contratado. No entanto, no dia a dia acabam descuidando desse acordo e não cumprem nem metade das suas atribuições. Vão “empurrando com a barriga” e perdem o compromisso inicial, além do comprometimento.

A maioria dos supervisores, coordenadores e gerentes com que conversei para elaborar este texto me disseram que sabem do que seus funcionários precisam e o que pensam. Mas, na maioria dos casos, estão enganados. Muitos profissionais falaram que estão no trabalho atual até encontrarem outro melhor. Observei ainda que muitos deles encaram seu trabalho como sendo importante apenas para pagar as contas no final do mês.

A falta de um plano de carreira e de atividades desafiantes, além da ausência de reconhecimento, tem contribuído para que profissionais se sintam desmotivados. É importante que o chefe tire tempo para ouvir seus funcionários, para saber quais são as expectativas deles e, principalmente, entender o que os encoraja e incentiva.

É preciso ter em mente que não é apenas dinheiro o que motiva as pessoas. Reconhecimento, elogios e atividades desafiadoras são alguns exemplos disso. Muitos são rápidos em cobrar e distribuir feedback

negativo, mas não têm a mesma agilidade quando precisam agradecer e reconhecer a contribuição da equipe. Além disso, vale citar que a busca por resultados e redução de gastos tem levado algumas empresas a descuidar da qualidade de vida no ambiente de trabalho.

Um profissional comprometido é uma pessoa leal, dedicada e envolvida com seu trabalho. É isso que os leva a trabalhar arduamente em cumprir suas tarefas a tempo. James G. Hunt e Richard W. Osborn autores do livro “Fundamentos do comportamento organizacional” afirmam que “uma pessoa que tem alto comprometimento organizacional é considerada muito leal; é uma pessoa muito envolvida com seu trabalho e é considerada muito dedicada a ele”.

Porém, isso não isso significa que o profissional precise viver para o trabalho. Ao contrário, se for comprometido com suas tarefas, procurará métodos de priorizar e aproveitar melhor seu tempo, evitando procrastinar suas atividades ou acumulá-las.

Podemos dizer que a falta de comprometimento dos profissionais pode acarretar grandes problemas para a empresa. Gay Hendricks em seu livro “A mística empresarial” menciona que um dos problemas que nós consultores encontramos na empresa são o seguinte:

“As pessoas não se identificam com um projeto, uma tarefa ou uma visão. O líder não percebe essa falta de identificação ou resolve ignorá-la. Ao invés de falar, as pessoas se calam e agem como se estivessem comprometidas.”

O problema todo começa com a falta de comprometimento de uma pessoa e termina contaminando um setor inteiro e, em alguns casos, até a empresa.

Para solucionar o problema em sua empresa é preciso abordar a questão: Como inspirar o comprometimento?

Se você é supervisor, coordenador, gerente ou exerce um cargo de chefia, lembre-se de que precisa:
- Dar significado para o trabalho das pessoas;
- Saber qual é objetivo da empresa para com sua equipe;
- Estabelecer metas e prioridades para sua equipe;
- Delegar tarefas de modo correto e monitorar o andamento;
- Aprender a liderar pessoas e não apenas gerenciá-las;
- Não prometer o que não pode cumprir;
- Aprender a ouvir as pessoas;
- Não tolerar baixo desempenho.

Mesmo seguindo todas essas dicas é possível que algum profissional mostre falta de comprometimento ou um falso comprometimento. Nesse momento, não se deve ignorar o fato.Converse com o profissional, fale sinceramente e apoiado por fatos e dados e não com suposições.

Mostre a ele quais são suas expectativas para seu desempenho e investigue para descobrir se existe alguma informação oculta. Não foque sua atenção na pessoa, mas no problema.Você precisa de sua equipe comprometida e tratá-los com respeito e dignidade é importante. Tire tempo para cultivar um relacionamento pessoal com sua equipe.



“As pessoas motivadas vão além do necessário, apóiam decisões tomadas pelo líder e agem com interesse na organização, mesmo que ninguém as observe.” Lois P. Frankel, autora do livro: Mulheres Boazinhas não enriquecem

21 de setembro de 2011

Conquistar a confiança para excelência no trabalho em equipe - Por Marcinéia Oliveira *

Em cursos empresariais, nós palestrantes, ao falarmos, frequentemente fazemos analogias com animais e o trabalho em equipe. E, recentemente, fiquei encantada com uma leitura sobre o pelicano australiano, grande ave aquática encontrada na Austrália, Tasmânia, Nova Guiné e algumas ilhas da Indonésia. E o que mais me chamou a atenção é que eles são chamados de mestres do trabalho em equipe! Essas aves atuam
em equipe para conseguir alimentos, e saem-se bem. Os truques são inusitados. Elas formam um semicírculo em volta de um cardume, mergulham a cabeça e batem as asas simultaneamente para apanharem os peixes.

Não é um sistema perfeito, elas erram e acertam, mas o que importa aqui é que trabalham sempre juntas. Nós, seres humanos, somos bem diferentes dos pelicanos australianos, mas podemos aprender uma excelente lição com essas aves aparentemente um pouco desengonçadas: o valor de se trabalhar em
equipe.

Quando atuamos sozinhos em uma atividade que poderíamos fazer em equipe, os resultados podem não ser os mesmos, sem contar que nos desgastamos muito mais para atingir um bom resultado. Patrick Lencioni, em seu livro Os 5 desafios das equipes, afirma que “o trabalho em equipe continua sendo a vantagem competitiva definitiva – precisamente por “ser tão poderoso é, ao mesmo, tempo tão raro.”

Todas as equipes passam por momentos de questionamentos sobre o que realmente precisam fazer para serem bem sucedidas em uma empreitada. Algumas equipes para as quais presto consultoria têm uma grande variedade de pessoas, muitas nacionalidades e culturas bem distintas - o que torna o processo de interação um pouco mais difícil. Por isso aprecio demais quando eles confiam uns nos outros. E, apesar dessa distinção entre eles, a confiança (quando acontece) é de maneira rápida, notada logo nas primeiras
conversas do seminário, quando alguns, de início comentam seus pontos fracos sem hesitação. Mas em muitas equipes isso não existe. Os profissionais temem represálias se mencionarem seus pontos fracos ou dificuldades.

Muitos chefes agem equivocadamente, expondo os pontos fracos de sua equipe, que fica acuada e inibida, se autoprotegendo. Dessa forma, não há trabalho em equipe.Por isso ao ler sobre os pelicanos australianos, pensei nessa questão do conjunto. Não perder um tempo valioso para autoproteção ajuda muito no desenvolvimento de equipes de alta performance, e o chefe precisa estar atento a isso.

A confiança dos funcionários precisa ser conquistada.O líder que deseja contar com sua equipe precisa ser o primeiro a expor seus medos e dúvidas, oferecer ajuda e jamais expor os pontos fracos de um funcionário a outros, pois além de antiético, desmotiva a confiança.

Para cultivar a confiança da equipe:

•Cumpra promessas;
•Não tenha medo de pedir ajuda à equipe;
•Saiba pedir desculpas;
•Tire proveito da experiência das pessoas de sua equipe e seja humilde para aprender com elas;
•Assuma seus erros

São pequenos gestos, atitudes simples que fazem toda a diferença. Se sua equipe tem confiança em você, pedirá ajuda e aceitará conselhos, aprendendo a trabalhar em equipe, unindo forças, e semelhante ao pelicano australiano, são mestres do trabalho em equipe. O que só faz aumentar o desempenho de todos, consequentemente gerando melhores resultados, não só para esse setor da empresa, mas para a companhia.

*Artigo publicado no Jornal Corporativo na Coluna Canal RH de Marcinéia Oliveira Sexta-feira, sábado e domingo, 9, 10 e 11 de setembro de 2011




11 de outubro de 2010

Liderança offshore – desafios e soluções

 
  “Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns.” Peter Drucker



O mercado Offshore esta em rápida expansão em nosso país e carente de líderes de equipe. Para ser um bom líder não basta apenas conhecimento técnico é necessário aprender a gerir pessoas. Diferentes de máquinas as pessoas tem sentimentos e a necessidade de serem motivadas. O ambiente Offshore apesar de estar repleta de profissionais competentes esta cada vez mais carente de líderes comprometidos.

O papel de um líder de equipe mudou no decorrer do tempo. Atualmente ele não é mais um realizador, do tipo que diz "quer bem feito faça você mesmo", passou a ser um catalisador. Precisa motivar as pessoas a tal ponto que elas desejem realizar as tarefas que ele precisa que elas façam. Essa tarefa não tem sido apontada como fácil, principalmente em um ambiente tão desafiador como o ambiente Offshore. Afinal trabalhar embarcado tem seus desafios. Saber liderar uma equipe em um ambiente desafiador é um requisito para os profissionais que buscam desenvolver-se profissionalmente.

Atualmente existem muitas ferramentas que contribuem para desenvolver habilidades de liderança. Tendo em mente que o autoconhecimento é muito importante, o MBTI (Myers-Briggs Type indicator) tem sido muito eficaz para ajudar os profissionais a se conhecerem melhor. Já por alguns anos o utilizo em meus treinamentos e fico feliz em ver o quanto isso favorece o desenvolvimento de muitos supervisores, coordenadores e gerentes.

Cada pessoa tem uma maneira preferida para receber feedback, para aprender etc. O MBTI auxilia nesse processo. Que é importante para todos os profissionais, principalmente para os líderes de equipe que precisam desempenhar o papel de instrutor e desenvolver a equipe. No passado muitos profissionais que atuavam como supervisores e líderes de equipe tinham medo de ensinar tudo o que sabiam, tinham medo de perderem o seu cargo. Quando se viam obrigados a ensinar sua equipe sempre deixavam alguma coisa de lado. Por outro lado líderes bem sucedidos fazem exatamente o contrário, ao invés de reprimir seus liderados os ajudam a brilhar. Buscam não apenas seguidores leais, mas profissionais capazes de assumirem a liderança quando necessário. São líderes formadores de novos líderes.

Conheço muitos profissionais competentes e bem sucedidos como líderes. São peritos em compreenderem as motivações individuais dos membros de sua equipe. Por isso são bem sucedidos em extrair o melhor de cada pessoa. Um profissional que deseja ser bem sucedido em liderar, precisa estar disposto a assumir essa responsabilidade. Com esforço e dedicação é possível ser bem sucedido em formar uma equipe com os mais fortes níveis de comprometimento.


Visto que o ambiente Offshore tem seus desafios. Por isso o líder de equipe precisa empenhar-se para criar um ambiente de trabalho onde os profissionais sintam-se motivados para alcançarem as metas desejadas pela empresa. Deixar os profissionais à vontade para expressarem suas opiniões, para que possam comprometer-se com as decisões acordadas. E também precisa empenhar-se arduamente em conquistar a confiança da equipe. Observe a opinião de alguns líderes de equipe que são bem sucedidos em liderar.


___ “As ferramentas que aprendi no seminário ajudarão em minha vida pessoal e profissional. Hoje ao atender ao telefone de minha esposa respondi diferente, afinal quero ser bem sucedido em liderar minha equipe e minha família.” Pedro*, 38 anos, há 13 anos trabalhando embarcado

___ “Aprendi que preciso focar no seu papel como formador de líderes, e buscar o comprometimento da minha equipe. Ser um exemplo para que eu possa ter autoridade moral para cobrar o bom desempenho” Lucas, 32 anos, há seis anos trabalhando embarcado.

_____ “Não me vejo fazendo outra coisa, o tempo longe de tudo e de todos ajuda-nos a pensar na importância que cada um tem em nossa vida. Esse seminário será de grande ajuda para minha liderança, gostei muito de aprender a importância do autoconhecimento, saber meu perfil de MBTI, e vi na pratica a importância de usar corretamente o feedback, coaching e mentoring. Ferramentas que apenas ouvi falar agora não só sei o que significam, mas como utilizá-las.” Antonio, 33 anos, há sete trabalhando embarcado.