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5 de junho de 2012

Formação e desenvolvimento de líderes para o ambiente offshore - GNBC

Data de Publicação : 4/6/2012 
 
Que o mercado de offshore está em franca expansão em nosso país não é novidade, mas como anda a gestão de toda essa gente diariamente sendo contratada?”

É a questão levantada por Marcinéia Oliveira, Consultora para desenvolvimento humano nas empresas, escritora, professora universitária, que Lançou este ano o livro: Não Atenda Clientes. Atenda Pessoas – pela editora Brasport. Além de ser Colunista do Jornal Corporativowww.jornalcorporativo.com.br onde assina a coluna Canal RH.

Marcinéia será a instrutora do Seminário que tem por objetivo ensinar habilidades para liderar no ambiente offshore. O curso que acontecerá em Macaé nos dias 20 e 21 de junho, no Hotel Four Points em Macaé. O evento é realizado pela Inner Smart Consultoria, empresa especializada em treinamentos corporativos. 

A consultora afirma que “Desenvolver habilidades para gerir pessoas é mais urgente do que nunca. De acordo com pesquisas recentes as empresas estão carentes de lideres comprometidos, faltam profissionais habilitados para lidera equipes.”.

GNBC: Acha que as empresas tem mão de obra qualificada para acompanhar o crescimento no setor?

Marcinéia: Não. O setor offshore está carente de líderes de equipe comprometidos. E a explicação para isso é que para liderar não basta apenas ter conhecimento técnico, é preciso saber gerir pessoas, que diferentemente de máquinas, têm sentimentos.  Para vencer esta crise muitas empresas  tem investido  em programas para formação e desenvolvimento  de líderes. Através de cursos, seminários, palestras e coaching.

GNBC: Marcinéia, em sua opinião qual a maior diferença de liderar nesse ambiente?

Marcinéia: O líder neste setor precisar ter controle de suas emoções a fim de gerir as emoções de sua equipe. Os profissionais passam quatorze dias longe da família, alguns deixam suas esposas gravidas, filhos doentes e mais perdem datas especiais. São pessoas que já fazem sacrifícios para estarem neste setor. E isso que requer muito mais do líder que deseja mantê-los comprometidos e focados no trabalho a ser feito. E para ser bem sucedido é preciso gerar um ambiente de trabalho acolhedor e não acrescentar mais fardo a esses profissionais.

GNBC: você acha que qualquer profissional pode aprender liderar?

Marcinéia: Sim, com esforço, dedicação e iniciativa qualquer profissional que esteja consciente de suas deficiências e de seus pontos fortes pode aprender habilidades necessárias para liderar pessoas. Hoje não há mais espaço para chefe que pensa que ele é que manda e tem sua própria maneira de lidera.

25 de maio de 2012

Chefe que desmotivam a equipe - Por Marcinéia Oliveira

Publicado Jornal Corporativo 18,19 e 20 de maio

Maria Eduarda estava há dois anos na mesma empresa e gostava de suas atividades, mas seu chefe tornava o ambiente de trabalho estressante. Ao ver sua saúde física prejudicada, decidiu mudar de empresa e, em pouco tempo, conseguiu recolocar-se no mercado de trabalho. Quando questionada sobre o porquê de ter deixado a empresa anterior, já que gostava de suas atividades, sem titubear respondeu:
 ____ Por causa do meu chefe: a pior parte do trabalho era lidar com ele.

O que aconteceu com Maria Eduarda não é um caso isolado. Muitos chefes destroem equipes e fazem com que profissionais talentosos saiam da empresa.  Muitos profissionais são excelentes em relacionar-se com a equipe, mas ao serem promovidos ficam enfunados de orgulho, alguns  tornam-se egocêntricos. Tudo que eles fazem é o melhor, apenas a opinião deles é a correta. Não valorizam a equipe, mesmo quando eles esforçam demais. Isto desmotiva e faz com que os profissionais insatisfeitos busquem novas perspectivas, porque não aguentam mais o ambiente de trabalho.

Robert Button, professor de administração na universidade de Stanford e autor de oito livros, um deles o best-seller "Bom Chefe, Mau chefe", da editora Bookman Companhia, em recente entrevista à revista Pequenas Empresas e Grandes Negócios, comentou:
 ___ “Uma das coisas que chama a atenção nos piores chefes é que tudo gira em torno deles. Agem como se todo mundo tivesse de trabalhar para eles. Acreditam que podem usar as pessoas e depois descartá-las. Eles não tratam seus funcionários com dignidade. São o oposto do bom líder, que está disposto a ajudar os profissionais a serem bem sucedidos, a se qualificarem. Ele trata os funcionários com paixão e respeito”.

Além disso, um bom chefe tem sensibilidade o suficiente para ajudar os membros de sua equipe a se desenvolverem e crescerem profissionalmente. Saber ouvir críticas é importante para tornar-se um bom chefe e incentivar a equipe a expressar suas opiniões.  Para ser bem sucedido, um chefe precisa disciplinar-se a falar menos e ouvir mais.

Robert Button acrescenta: “Uma diferença vital entre um bom e um mau chefe é que o primeiro considera sua responsabilidade aprender com os erros. Ele aplica sua habilidade gerencial para construir confiança e uma atmosfera de segurança.”.

Ajudar os profissionais a melhorem suas deficiências envolve sensibilizá-los a verem a necessidade de fazer tal mudança. Podemos ilustrar essa questão com um projeto de reforma em uma casa velha.  A reforma não será completa se apenas pintarmos a fachada, e deixarmos vigas podres por dentro. Não corrigir defeitos estruturais levará a problemas no futuro. De modo similar, não basta apenas ajudar os membros de sua equipe a fazerem pequenas mudanças. É preciso ajudá-los a irem ao âmago de sua personalidade e reconhecerem problemas estruturais que precisam ser corrigidos. Caso contrário, velhos traços de personalidade podem ressurgir e causar um estrago grande.

Todos, incluindo os chefes, precisam identificar características indesejáveis e corrigí-las de modo correto. Identificar com precisão a causa destas deficiências é o primeiro passo para mantê-las no controle. E, principalmente, recompensar o bom desempenho. Sobre isto, Tiago Crespo, gerente de Pessoal e Logística da Oceaneering comenta:

___Muitos acreditam que o bom desempenho somente é recompensado por uma cifra. Bem, eu tendo a discordar. Acredito que o dinheiro seja importante sim, porém existem muitas outras formas de se recompensar o bom desempenho. Um feedback sincero e específico após a finalização de um determinado projeto ou tarefa. Agradecer pelo bom desempenho, apresentar o resultado para os departamentos da empresa e dizer que esse foi obtido, devido ao trabalho de... (nome da pessoa).  Motivar as ideias dos empregados também é uma forma de recompensa.

Um bom parâmetro para avaliar a qualidade de sua maneira de liderar pode ser o percentual de rotatividade dos profissionais.

Tenha em mente que para ser um chefe você precisa aprender a liderar pessoas e não apenas gerenciá-las. É preciso inspirá-las. Ser liderado por alguém com habilidades profissionais, intelectuais e psicológicas torna o trabalho mais leve. Quando um gestor não respeita seus colaboradores não consegue fazer com que os profissionais cresçam e, pior ainda, consegue desmotivar a equipe, o que leva a que muitos façam o que Maria Eduarda, mencionada no inicio, fez. Se você é líder, tenha em mente que seu sucesso depende de uma boa equipe.

20 de julho de 2009

Sucesso e fracasso em liderar

“A melhor forma de prever o futuro é construí-lo” Peter Drucker

Tanto o sucesso como o fracasso podem prejudicar uma equipe, esses dois extremos têm armadilhas perigosas. Quando um líder alcança sucesso em um projeto, no calor do momento ele pode se sentir muito importante, sem querer, deixar transparecer isso em algumas atitudes, gerando ressentimento nos membros da equipe, principalmente para os profissionais que participaram no projeto e nem sequer foram lembrados.

O hábito de não reconhecer a contribuição de outros causa desunião na equipe. Obviamente o sucesso nos impulsiona, nos energiza para corrermos atrás de novos objetivos, mas é preciso que o líder sempre reconheça que estava ao seu lado, elogios não custam caro, mas fazem milagres.

Igualmente perigoso é o fracasso, que pode ser muito mais destrutivo, acumular derrotas não é o objetivo de nenhum líder. No entanto todos estão sujeitos a passarem por isso, o problema esta em como reagimos diante de um projeto que não deu certo. Alguns líderes quando erram, ganham mais fôlego, parece que são impulsionados a correrem atrás do prejuízo no próximo projeto. Por outro lado, outros ficam totalmente desmotivados, perdem o entusiasmo e a maneira como eles reagem é pior do que as consequencias do fracasso no projeto acabam assumindo o papel de vitimas, ou culpando a equipe, parece que nada pode dar certo mais.

Um líder que sempre fracassa acaba desmotivando a equipe, eles adoecem por assim dizer, nada mais os impulsiona , perdem o entusiasmo. Quando o líder apresenta um projeto, eles pensam “La vem mais um fiasco a caminho."Claro que para um líder ser bem sucedido é necessário contar com uma equipe unida e motivada. Mas, é preciso que ele saiba controlar suas emoções quando as coisas não saem como o esperado.Muitos líderes aprendem com seus erros, avaliam a postura que tiveram e como isso influenciou na equipe, com isso em um novo projeto evitam repetir os mesmos erros. Observam a equipe com atenção, avaliando onde precisam de ajuda, apoio ou orientação.

Faça uma auto analise de sua liderança. Você tem acumulado fracasso? Ou sucesso? Pergunte a sua equipe o que eles pensam, solicite um feedback deles. Não justifique cada ponto negativo apontado, avalie como poderia melhorar. Aceite conselhos. Ter humildade é importante para um líder.

Consegue se lembrar qual foi à última vez que você elogiou sua equipe?Líderes sábios não economizam nos elogios. Trabalham com metas bem definidas e com uma visão comum. Um exemplo que li e gostei muito foi dos três tenores.

Cada um tem um talento inquestionável, mas ao se unirem ficaram ainda mais brilhantes. Trabalharam em equipe, tinha uma visão comum, cada um dava o seu melhor e não competiam entre si. Vale lembrar que algumas vezes, por mais que você faça tudo que esteja ao seu alcance, ou até vá além, para que sua maneira de liderar seja eficiente, ainda assim haverá alguns momentos que não tomará as melhores decisões. Nestas horas não fique desanimado. Avalie onde errou as causas, evite desperdiçar suas energias e seu tempo em procurar culpados, reconheça e assuma seus erros.
• Peça a opinião de sua equipe;
• Treine e desenvolva seus colaboradores;
• Distribua elogios sinceros;
• Lembre-se que o sucesso é de todos;
• Tire tempo para conhecer sua equipe;
• Ouça com atenção;

A escassez de líderes

"Um bom chefe faz com que homens comuns façam coisas incomuns.”  Peter Drucker

A previsão de muitos especialistas é que faltem líderes nos próximos anos, o Hay gruop em 2008 realizou uma pesquisa em várias empresas de médio porte. O resultado constado foi preocupante, cerca de 60% dos líderes estão com 50 ou mais anos, e muitos deles não estão confiantes de que conseguirão um sucessor ao se aposentarem.

Formar sucessores
O que as empresas precisam fazer é incentivar os líderes atuais a formarem sucessores, muitos recusam, mas é preciso capacitá-los para que possam transmitir o conhecimento que tem a outros.Em seminários que ministro para desenvolvimento de líderes, noto que muitos participantes que atuam como líderes, não entendem a importância de se empenharem em preparar um sucessor, eles contam com profissionais qualificados na equipe, precisando apenas desenvolver habilidades para gerir pessoas.

Uma participante, certa vez mencionou que ter um "sucessor" ajuda a crescer profissionalmente, ela constatou isso por experiência própria, em sua empresa anterior, sua coordenadora não era promovida para gerente por não ter preparado nenhuma sucessora.Essa situação persistia por anos, a chefe em questão não gostava de delegar tarefas importantes, muito menos dava um opinião construtivo para a equipe, quando alguém estava indo bem na execução das tarefas ela dava um jeito de finalizar ou mudar alguma coisa para levar os créditos pelo trabalho.

Essa atitude prejudicou a equipe, bons profissionais que queriam progredir acabaram deixando a empresa, inclusive a participante do curso, que hoje esta em uma empresa e já é coordenadora, ao ouvir toda essa historia fiquei curiosa para saber onde estava a sua ex chefe, pasmem ainda esta na empresa e na mesma função!

Quem perde com isso é a empresa, por que os melhores profissionais sempre vão busca de crescimento profissional.